viu e Review – Edição 4.

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julia_cinefans1

O SORRISO DE MONALISA (2003)

NOTA:

nota 5


 

Professora progressista em uma universidade apenas para meninas na metade do século XX. Gostou da ideia? Então se prepara que a Katherine Watson (Julia Roberts) vai mostrar coisas incríveis para além da sala de aula. O longa, cujas atuações são feitas majoritariamente só por mulheres, traz um viés bem moderno para a vida da jovem adulta no cenário universitário do pós-Segunda Guerra, quebrando com os padrões engessados de uma instituição extremamente conservadora.

As estruturas da Wellesley College foram balançadas com a chegada de Katherine Watson, professora de história da arte, trazendo consigo grandes sonhos do magistério e umas ideias progressistas na bagagem. Ao deparar-se com uma sala repleta de alunas desdenhosas, tais como Betty Warren (Kirsten Dunst), Joan Brandwyn (Julia Stiles), Giselle Levy (Maggie Gyllenhaal) e Connie Baker (Ginnifer Goodwin), percebe que seus métodos de ensino tem que sofrer uma repaginada para poder se adequar à inteligência dessas jovens. Logo em seguida, essas alunas que sofrem ao ter que pensar fora da caixa, abstraindo-se dos conteúdos do livro-texto e, simultaneamente, do seu próprio ideário sobre o lugar da mulher na sociedade. Infelizmente, esses métodos pouco ortodoxos de Watson não são muito bem vistos pelos coordenadores da instituição.

A potência desse filme vai para além da atuação impecável dessas atrizes de calibre, além da participação de Dominic West como Bill Dunbar, outro professor da universidade. Uma história tremendamente bem contada, com um enredo pulsante e estimulado pelas personagens completamente distintas Betty, Joan, Giselle e Connie. O pensamento de Katherine levanta questões muito importante para as mulheres e que, naquele momento, eram consideradas absurdos: se há, de fato, uma necessidade de matrimônio para preencher a vida, a prática social de largar os estudos após se casar, a crítica ao modo de vida “recatado” das mulheres da época. Por outro lado, a própria professora também aprende mais sobre conviver com ideias diferentes, tentando compreender a escolha de algumas mulheres de largar os estudos para cuidar da família, além de evitar absorver todas as pessoas dentro da sua forma de observar o mundo.

A presença de Julia Roberts, como sempre, ilumina todo longa que participa, e dessa vez não foi diferente. Uma narrativa repleta de personagens complexos, tentando lidar com seus próprios problemas e dilemas sociais. A história da arte consegue ser trazida para fora dos ambientes escolares, levantando questionamentos propostos pela própria Katherine, mas apenas agregando valor com a explosão de pensamento crítico por parte das alunas. Um filme incrível sobre empoderamento feminino e, sem dúvida, um dos melhores elencos que já vi, todas aglomeradas em um longa que traz apenas uma mensagem: seja quem quiser ser.

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