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"Toy Story 4" - Disney Studios / Pixar

Toy Story 4, será que vale mexer em algo perfeito?

Continuação de Toy Story divide opiniões e deixa dúvida se o 4 era necessário.
5/5
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clique para assistir “Toy Story 4” nos cinemas

Toy Story é um marco da história do cinema, especialmente para as animações. O primeiro
filme da Pixar estreou em 1995 trazendo a grande inovação tecnológica até então: era o
primeiro longa-metragem totalmente animado por computação gráfica. Toy Story 2 chegou às telonas em 1999 e o terceiro ato apenas viu a luz em 2010. A trilogia de animação é uma das raras que contém sequências tão boas ou superiores do que o já bem sucedido primeiro filme. Mas Toy Story 3 encerrou um ciclo tão lindamente que com a estreia do 4, apesar de todos amarmos esta franquia, uma pergunta não conseguia calar: será que vai dar bom mexer em algo que já terminou perfeito?

“Toy Story 4” – Disney Studios / Pixar

No quarto filme da franquia Woody, Buzz e todos os seus companheiros habitam agora no quarto de uma nova criança, a Bonnie. Esta lhes brinca com eles e tem toda a criatividade que o Andy tinha. No entanto, Woody ainda sente a falta do Andy e de ser um brinquedo superimportante que sempre ajudará sua criança. Bonnie então tem que enfrentar o seu primeiro dia na escola, durante o qual Woody ajuda-a a fazer (literalmente) um novo amigo: o Garfinho.

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Existem muitas semelhanças e diferenças neste ato em relação aos anteriores. A primeira
semelhança é que em todos os filmes da franquia temos o arco do Woody longe da sua criança e enfrentando as limitações para tentar retornar a ela. E sempre correndo contra o relógio para poder alcançá-la. Aqui, apesar de este elemento estar presente, há outro fator que estimula o Woody a ter que fazer esse retorno, mas não entremos em spoilers. É possível dizer que outras facetas de um personagem que já gostávamos tanto são trabalhadas, sobretudo o seu altruísmo.

Na verdade, outro diferencial neste filme é que os outros brinquedos que éramos apegados (a Jessie, o Rex, o Porquinho, etc) são bastante deixados de lado, ficando em um plano bastante secundário e com pouquíssimo tempo de tela. Por outro lado temos a presença de outros personagens tão interessantes e carismáticos quanto, então a ausência dos anteriores não faz tanta falta. Dentre os novos, temos dois que irão se destacar. Primeiramente, a Betty.

“Toy Story 4” – Disney Studios / Pixar

Sim, aquela Betty, pastorinha par romântico do Woody nos dois primeiros filmes está de volta, mas totalmente repaginada. Ela é líder, determinada, debochada e cheia das cenas de ação. Suas linhas de diálogo são muito bem trabalhadas em ordem de trazer uma personagem feminina forte e carismática, além de sua história de background ser convincente para justificar onde ela está hoje.

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Outro personagem que merece todo destaque, atenção, salva de palmas é o próprio Garfinho, o brinquedo que a Bonnie faz no primeiro dia de aula. Se através dos materiais promocionais e trailers este parece um personagem pouco inspirado e sem graça, sobretudo pela sua estética, sua execução no filme não podia ser melhor. O Garfinho rouba a cena subvertendo todos os conceitos que vimos até agora sendo crise dos brinquedos, e traz uma grande comicidade em qualquer momento que esteja em tela, inclusive servindo como um excelente condutor de trama.

“Toy Story 4” – Disney Studios / Pixar

Apesar de o protagonismo ser dividido com a Betty e com o Garfinho, e de outro personagens novos também terem uma presença maravilhosa (um beijo para o Coelhinho e para o Patinho!), o protagonismo sem dúvida continua sendo do Woody. Desde o primeiro Toy Story o drama deste personagem é a alma da história. O seu amor pela missão de ser o brinquedo e de garantir que as suas crianças sejam felizes dá motivação para todos os personagens e faz com que estes filmes sejam tão emocionantes.

Pode ser que Toy Story 4 tenha sido feito só para ser um caça níqueis, mas mesmo assim não foi perdida a maestria que iniciou todo o projeto Pixar: criar um filme que sejam aprazível para as crianças e que levem os adultos a sentir que a infância novamente. Nunca é bobo, nunca parece um episódio procedural de televisão. É bonito, divertido, bem executado e talvez até fazer você derramar uma lágrima ou duas no final como um bom filme da Pixar.