PUBLICIDADE

The Witcher – Dê poucos trocados ao seu bruxo…

Série desperdiça chance de criar algo épico, e será mais lembrada pela música chiclete do que pela história.
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on email
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on email

assista aqui a série – NETFLIX (sujeito a assinatura)

THE WITCHER | TRAILER FINAL | NETFLIX

Fala aí galera do Cinefans! Sentiram falta das minhas resenhas de séries? Podem ficar tranquilos que já estou de volta e venho com tudo para escrever sobre as séries do momento! Por exemplo… The Witcher (2019). Produzida pela Sean Daniel Company; Stilking Films; Platige Image; One of Us e Cinestine. E distribuída pela NETFLIX.

A mais nova série de fantasia da NETFLIX adapta os dois primeiros títulos da saga de livros homônima do polonês Andrzej Sapkowski: A Espada do Destino (1992) e O Último Desejo (1993). No entanto, os personagens são mais conhecidos pelo público geral através da bem-sucedida franquia de games baseados no universo fantástico dos livros. Dessa forma, a produção da série foi cercada de grandes expectativas dos fãs; e a escalação do astro de cinema Henry Cavill (Liga da Justiça) (que é um fã declarado da franquia) como o protagonista só incendiou o entusiasmo do público. Agora chegou a hora do veredito…

Yennefer de Vergenberg (Anya Chalotra), Geralt de Rívia (Henry Cavill) e Cirilla (Freya Allan) “The Witcher” – Sean Daniel Company; Stilking Films; Platige Image; One of Us; Cinestine/NETFLIX

A série gira em torno de três personagens principais: o lendário bruxo e caçador de monstros, Geralt de Rívia (Henry Cavill); a ambiciosa e poderosa maga, Yennefer de Vergenberg (Anya Chalotra); e a jovem e inocente princesa de Cintra, Cirilla (Freya Allan). Geralt passa a maior parte de seu tempo vagando pelas terras do Continente oferecendo os seus serviços em troca de dinheiro; Yennefer dedica a sua vida ora a vontade da Irmandade dos Magos ora aos seus próprios desejos; e Cirilla luta pela sua sobrevivência após o seu Cintra ser conquistada por Nilfgaard. Apesar de terem vidas e interesses diferentes, uma profecia misteriosa alinha os seus destinos.

+aqui: Com mais perguntas que respostas, segunda temporada de Dark prepara o terreno para a conclusão da série.

O enredo da série foca mais no desenvolvimento dos personagens do que na construção de uma história dinâmica e engajante para o público. Os protagonistas passam a maior parte da série separados uns dos outros e dividem o foco narrativo da trama. As aventuras de Geralt de Rívia tendem a não serem relacionadas umas com as outras, mas entretêm o telespectador e mostram cada vez mais que a imagem de um mutante de sangue frio, sem coração e descompromissado não passa de uma fachada em que o bruxo se esconde para lidar com a rejeição social da sua raça; a jornada de Yennefer de Vergenberg mostram como todo o poder e o prestígio que vem com a carreira de uma maga não são o bastante para a ambiciosa personagem e que apenas a dedicação a algo maior será capaz de preencher o vazio de seu coração; e as adversidades que Cirilla encontra em sua fuga mostram para a princesa as duras condições de vida da plebe durante os tempos de guerra.

Princesa Cirilla de Cintra (Freya Allan) “The Witcher” – Sean Daniel Company; Stilking Films; Platige Image; One of Us; Cinestine/NETFLIX

No entanto, apesar dos personagens evoluírem bastante ao longo da série, a experiência do telespectador é tediosa e maçante. Na tentativa de elaborar um quebra-cabeça narrativo em que todas as peças se encaixam no fim, a série acaba por confundir o telespectador com uma enorme quantidade de informações, pontos de vista diferentes e momentos no tempo diferentes. Dessa forma, os diálogos a respeito da situação em que o Continente se encontra e o papel que cada guilda e reino tem nesse contexto se perde em um mar de dados que o telespectador não domina completamente. Portanto, os momentos em que a série realmente brilha são as cenas de luta contra monstros e outros antagonistas.

+também: Quando um anjo e demônio precisam trabalhar juntos para evitar o apocalipse, tudo pode acontecer.

No que diz respeito às atuações, a performance de Henry Cavill como Geralt de Rívia não impressiona ou decepciona o telespectador. Ele incorpora com perfeição a aparência e o porte físico de um verdadeiro bruxo e caçador de monstros, mas a personalidade apática do personagem impede o astro de cinema de aproveitar o melhor do seu talento. No fundo, o que Henry Cavill ganhou neste papel foi a chance de viver um personagem que lhe é querido, nada mais que isso. Por outro lado, o público ganhou um ator comprometido e que faz justiça ao personagem. Um bom negócio para as partes, mas não deixa de ser um desperdício de talento.

A maga Yennefer de Vergenberg (Anya Chalotra) “The Witcher” – Sean Daniel Company; Stilking Films; Platige Image; One of Us; Cinestine/NETFLIX

A verdadeira surpresa foi a performance de Anya Chalotra (Wanderlust) como Yennefer de Vergenberg. A jovem atriz britânica soube aproveitar muito bem os complexos sentimentos da personagem e esbanjou talento em suas demonstrações de: tristeza, dor, raiva, poder e sensualidade. Vamos ficar de olho em suas próximas performances. Por outro lado, a ainda mais jovem Freya Allan teve pouco com o que trabalhar e a próxima temporada deve lhe dar maiores oportunidades de desenvolver a sua atuação. De resto, as performances dos personagens coadjuvantes foram de razoáveis a boas, sem muito brilho.

+veja: Como os astros e estrelas estão momentos antes da festa, confira aqui no pré show do Globo de Ouro.

A equipe de efeitos visuais fez a sua parte para dar um ar de magia e fantasia adequados, os figurinos dos personagens foram bem feitos e a maquiagem foi sempre convenceu quando necessária. Em suma, a série sucede nos aspectos técnicos.

O bardo Jaskier (Joey Batey) “The Witcher” – Sean Daniel Company; Stilking Films; Platige Image; One of Us; Cinestine/NETFLIX

Portanto, o ritmo lento e a sobrecarga de informações tornam The Witcher uma série tediosa e desgastante para os mais empolgados. No entanto, a evolução dos personagens é bem-feita e interessante, mesmo que eles não sejam muito cativantes. Os fãs do gênero e da franquia podem aproveitar os seus bons momentos. O resto pode ficar satisfeito com o hit do verão: Toss a Coin To Your Witcher; de Jaskier (Joey Batey), o nosso bardo favorito, que foi o personagem mais carismático e engraçado da série.