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The Batman (2021) – Expectativas Pós-DC Fandome

Explorando o lado mais detetive do herói mascarado, filme é uma das maiores apostas do estúdio
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O primeiro trailer de The Batman (2021) foi apresentado no último painel do primeiro dia da DC Fandome 2020 (22/08) e aumentou as expectativas para o filme. O Maior Detetive do Mundo não tem um filme solo desde o fim da Trilogia do Cavaleiro das Trevas (2005-2012), dirigida por Christopher Nolan (A Origem) e estrelada por Christian Bale (Psicopata Americano). No entanto, desde 2016, temos um novo Batman nas telonas, interpretado por Ben Affleck (Garota Exemplar), imaginado por Zack Snyder (Watchmen) para o longa-metragem Batman v Superman: A Origem da Justiça (2016); e reimaginado por Joss Wheedon (Os Vingadores) para a versão final de Liga da Justiça (2017).

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Além disso, Michael Keaton (Spotlight), o primeiro intérprete do Cruzado Encapuzado no cinema, já confirmou a sua participação em The Flash (2022) como uma versão mais velha do herói; e Ben Affleck também estará no filme reprisando a sua versão do vigilante. Como se ainda não fosse o suficiente, Affleck também irá reaparecer como o Batman na versão da Liga da Justiça de Zack Snyder (2021), chamada de Snyder Cut pelos fãs. Dessa forma, nos próximos dois anos, teremos três atores interpretando versões diferentes do mesmo herói nas telonas; o que nos leva a questionar o que os distinguirá um do outro. Aqui, vamos falar sobre o lugar que o Batman de Matt Reeves (Planeta dos Macacos: A Guerra) busca marcar em meio a esse excesso de filmes com o Homem-Morcego; e como a interpretação de Robert Pattinson (O Farol) pode se destacar das outras versões do herói, atuais e antigas.

O Batman (Robert Pattinson) “The Batman (2021)” – DC Films; 6th and Idaho Productions/Warner Bros. Pictures

Ao contrário do Batman de Ben Affleck, que foi criado especialmente para compor a Liga da Justiça na linha principal de filmes do DCEU (Detective Comics Expended Universe), o de Robert Pattinson se encontra separado dessa continuidade; permitindo que o diretor conduza uma história menos preocupada em seguir um grande plano dos showrunners e mais propensa a se aprofundar na mitologia do herói; da mesma forma que o Batman de Christian Bale. No entanto, o Batman criado por Matt Reeves parece ser menos definido pelo seu lado vigilante, tal como o Zorro (uma das principais inspirações do personagem); e mais pelo seu lado detetive, tal como Sherlock Holmes (outras das suas inspirações), o que o destaca das outras versões do herói, que não chegaram a explorar esse seu lado com o devido interesse.

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Portanto, é bem possível que o diretor tenha se inspirado em algumas das mais aclamadas histórias do personagem, como Batman: Ano Um (1987) e Batman: O Longo Dia das Bruxas (1996-1997), enquanto a primeira cobre o início da carreira do vigilante e a sua luta contra a máfia e o corrupto departamento de polícia de Gotham City, a outra narra o personagem investigando as ações de um perigoso serial killer ao mesmo tempo em que combate múltiplos dos seus mais clássicos vilões. Entretanto, Matt Reeves deu destaque para outra história durante o painel do filme, que encerrou o primeiro dia da DC Fandome, Batman: Ego (2000), uma história que explora a psicologia do Cavaleiro das Trevas, que também é outro aspecto com espaço para ser explorado. Dessa forma, já sabemos que o diretor fez uma ampla pesquisa e a história que teremos ano que vem será diferente de suas versões passadas.

O Charada (Paul Dano) “The Batman (2021)” – DC Films; 6th and Idaho Productions/Warner Bros. Pictures

Nesse contexto, o principal antagonista do filme será o Charada, que não é visto nas telonas desde o fatídico Batman Eternamente (1995) de Joel Schumacher (O Fantasma da Ópera); e na ocasião foi interpretado por Jim Carrey (O Show de Truman). Dessa vez, o clássico vilão do Homem-Morcego será vivido por Paul Dano (Okja); e aparenta trazer uma versão inédita ao criminoso, com uma abordagem serial killer e terrorista. Os outros vilões a serem apresentados também são velhos conhecidos: a Mulher-Gato, que foi vista pela última vez em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), quando foi vivida por Anne Hathaway (Os Miseráveis); e o Pinguim, que só foi visto nas telonas uma única vez, em Batman: O Retorno (1992), ainda na Era Michael Keaton.

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Ainda não há muito o que se especular sobre esses dois outros antagonistas, mas pode-se ver que Matt Reeves evitou usar personagens demasiadamente fantásticos em seu filme; parecido com o que Christopher Nolan fez na sua aclamada trilogia. No entanto, parece-me que Reeves está buscando um realismo ainda maior do que o visto nas obras de Nolan, no visual e no criminal; figuras que teriam como existirem na realidade (ora, existem mesmo se formos parar para pensar a respeito). Acredito que, da mesma forma que Coringa (2019) usou a mitologia do Cavaleiro das Trevas para construir um suspense sobre doenças mentais, o filme de Reeves pretende usar esses mesmos elementos para construir um suspense criminal sobre vigilantes. Dessa forma, a trama é independente do Cruzado Encapuzado e das suas marcas registradas; mas ela enriquece com esses fatores e se promove como mais do que um simples filme de mistério; é um mistério digno do Batman.

The Batman (2021)” – DC Films; 6th and Idaho Productions/Warner Bros. Pictures

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Por fim, não podemos deixar de comentar as expectativas sobre a performance de Robert Pattinson. Um dos maiores desafios que um ator pode enfrentar ao longo de sua carreira consiste na busca por se dissociar de um papel marcante; e adquirir uma identidade própria. No caso de Pattinson, a sombra do protagonista da Saga Crepúsculo (2008-2012) ainda o acompanha; mais do que a que segue a sua ex-colega de elenco, Kristen Stewart (As Panteras). Dessa forma, ele tem buscado se destacar em papéis singulares, como um faroleiro misterioso em O Farol (2019) e como o Delfim da França em O Rei (2019); e neste ano, ele também aparecerá em Tenet (2020), o mais novo filme de ação/ficção-científica de Christopher Nolan. Em função disso, podemos ver que a carreira de Pattinson cresce a cada ano; e que o seu papel como Batman irá compor uma nova fase dela; será que essa é a oportunidade que ele estava esperando para enfim se desprender da figura de Edward Cullen? Ou ele acabará trocando um personagem marcante por outro? Acredito que a sua performance irá determinar o seu destino, pois caso ela seja ruim, ele se juntará a George Clooney (Amor Sem Escalas) e Val Kilmer (Top Gun) na lista dos atores de filmes ruins do Batman (que não são má companhia, mas o motivo é bem triste); é claro que as suas carreiras não afundaram por causa dessas suas performances, mas é uma marca triste que é lembrada até hoje. No entanto, eu acredito que Pattinson apresentará uma boa atuação, especialmente se o diretor optar por uma abordagem psicológica do vigilante; ele tem o talento necessário para dar conta disso e o desejo de se provar também. Até agora, fiquei com gostinho de quero mais (e mal posso esperar para o lançamento do filme).

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