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Walt Disney Studios Brasil

Revisitando os clássicos | Branca de Neve e os Sete Anões

Um filme vanguardista na sua natureza e execução, sendo o produto de uma equipe com sede pelo novo e uma disciplina perfeccionista.
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assista ao clássico “Branca de Neve e os Os Sete Anões” no Disney+

divulgação / Walt Disney Studios Brasil

Com a chegada da plataforma de streaming Disney+ no Brasil no dia 17 de novembro, surgiu a oportunidade de revisitar os grandes clássicos do estúdio, todos agrupados em um só lugar. Pensando nisso, o CineFans preparou uma série de conteúdos especiais sobre essas obras, que continuam reverberando na cultura pop até hoje. Tudo começou com uma princesa, 7 anões e um homem de ideias vanguardistas. Em 21 de dezembro de 1937 – há 83 anos – estreia em Hollywood o primeiro longa-metragem animado, “Branca de Neve e os Sete Anões”, dos Estúdios Disney. Considerada por muitos críticos e fãs uma das maiores animações de todos os tempos, Branca de Neve marca o início de uma era no cinema e o pontapé do legado Disney.

Contexto histórico

Antes da estreia de “Branca de Neve e os sete Anões“, a Disney já era renomada pelos seus curtas animados, que faziam grande sucesso entre a crítica e público. Entretanto, o custo da produção dos curtas não equivalia ao seu retorno financeiro, já que os cinemas preferiam investir em filmes de longa-metragem. Esta problemática, acompanhada por uma sede de inovação, levou o Walt Disney a investir em filmes animados.

Em uma viagem pela Europa com o seu irmão, Roy Disney e suas respectivas esposas, Walt pesquisou diferentes contos de fada que poderiam servir como material para o estúdio. No final, optou por “Branca de Neve e os Sete Anões”, conto popularizado pelos irmãos Grimm pelo qual tinha um apelo nostálgico já que, na infância, assistiu nos cinemas à adaptação muda de 1916, dirigida por J. Searle Dawley.

>Em suma, Mulan 2020 vende uma narrativa progressiva, mas cai na mediocridade da maioria dos Live Actions da Disney. Quando a representatividade é tida só no elenco e não na produção

A produção começou no final de 1935 e durou cerca de 2 anos. Uma equipe foi treinada para o projeto, chegando a ter cerca de 300 animadores. Também foram recrutados ilustradores europeus renomados, como Albert Hurter e Gustaf Tenggren. Essas perspectivas culturais contrastantes ajudou a manter a autenticidade visual da história, retratada com uma influência estética gótica típica dos contos de fadas.

divulgação / Walt Disney Studios Brasil

Na época, não existiam muitas técnicas de animação desenvolvidas, o que desafiou a equipe a achar alternativas para manter o realismo dos movimentos e expressões dos personagens. Uma dessas alternativas foi o o uso de modelos reais, técnica replicada em vários outros filmes do estúdio. Aos 14 anos, a atriz Marge Champion foi a inspiração para a Branca de Neve e, nos anos seguintes, também ajudou a imortalizar a fada madrinha em “Pinóquio“.

O uso da música é outro grande trunfo do filme. Já nos curtas no estúdio, Walt entendia o impacto do uso da trilha sonora para acentuar movimentos animados, técnica aprimorada ainda mais neste filme. A história também foi engrandecida com números musicais.

>Embora esta leitura de Mulan tenha um início fraco e antagonismo mais ou menos, no fim minha experiência foi positiva.

Os compositores de Branca de neve – Frank Churchill, Leigh Harline e Paul J. Smith – criaram algumas das composições mais icônicas da Disney, como “With a smile and a song“, “Someday my prince will come” e “Heigh-ho“, a memorável música de trabalho dos anões.

Com o anúncio da produção da longa-metragem, muitos críticos caçoaram da ideia, já que um filme animado era algo absurdo na época, além da animação ser associada estritamente ao público infantil. Será que Branca de Neve conseguiria prender a atenção de uma audiência vasta, acostumada com curtas de 7 minutos?

Com isto em mente, a decisão de adicionar um apelo dramático à narrativa foi de extrema importância para a recepção da obra. Branca de Neve foi arquitetada com uma mescla perfeita do humor e charme presentes nos curtas animados, com o drama e a seriedade dos filmes de longa-metragem.

Por ser um projeto arriscado, o fracasso do filme poderia levar ao fim do estúdio. O orçamento inicial de 250 mil dólares aumentou para cerca de 1,5 milhão de dólares, devido ao aumento do prazo de conclusão do projeto e a contratação de mais funcionários. Empréstimos bancários foram feitos – Walt chegou a hipotecar sua casa como garantia – e a produção pode continuar.

>No fim das contas, o live action é muito bom. É ridículo criticar de forma negativa um longa tão bem elaborado, seja comparando-o com o original,

No final, a dedicação de Walt Disney em trazer a história à vida foi recompensada: o filme foi um sucesso de público, arrecadando cerca de 8 milhões de dólares na sua estreia inicial, quantia que serviu para pagar as dívidas e desenvolver o estúdio. “Branca de Neve e os 7 Anões” também surpreendeu a crítica receosa, chegando a receber um Oscar honorário em 1938 pela sua relevância no meio.

divulgação / Walt Disney Studios Brasil

Resenha

A importância de “Branca de Neve e os 7 Anões” é reverberada até hoje. Ele foi o filme que provou que a animação deve ser levada a sério e pode abranger uma gama de emoções. Também foi Branca de neve que começou o legado da Disney, possibilitando a criação de todos os filmes seguintes. A narrativa clássica dos contos de fadas, uma das marcas do estúdio, é utilizada primeiro em Branca de neve, para depois ser aperfeiçoada nas obras sucessoras. Temos uma princesa, um príncipe, uma vilã, personagens secundários carismáticos, animais expressivos e um “felizes para sempre”, tudo acompanhado de uma ótima trilha sonora.

A simplicidade da história e dos personagens são alvos os principais alvos de críticas até hoje, mas o filme segue o padrão narrativo da sua fonte. Nos contos de fadas, os personagens não são criados para serem complexos, mas sim para passar uma mensagem, espelhar um sentimento ou qualidade. Branca de neve representa a bondade; a madrasta, a inveja; o príncipe, a esperança; e os sete anões literalmente representam o significado dos seus nomes: Mestre, Zangado, Dengoso, Soneca, Feliz, Atchin e Dunga.

>O elefante mais amado do cinema chegou em versão live-action, será que a Disney acertou a mão? Veja o achamos?!

A animação 2D continua impressionante, ainda mais levando em conta a limitação técnica da época. As cores densas e atmosféricas nas paisagens góticas contrastam com as cores vibrantes do design dos personagens. O resultado são imagens icônicas e autênticas. O uso de luz e sombra também merece ser destacado, junto com as passagens surreais do filme, como a cena da Branca de neve na floresta e a transformação da rainha.

Branca de neve e os sete anões” é um filme vanguardista na sua natureza e execução, sendo o produto de uma equipe com sede pelo novo e uma disciplina perfeccionista. Assistir este clássico nos dias de hoje é desvendar a história de sucesso da sua criação e receber de braços abertos a simplicidade e inocência da narrativa.

Fontes:

*Documentário da Disney+: “Primeiro longa-metragem da Disney: Criando Branca de Neve e os Sete Anões”.

*Livro: “Once Upon a Time Walt Disney: The sources of inspiration for the Disney Studios”, editado por Bruno Girveau.