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review | The Umbrella Academy – Temporada 2

Na temporada todos os personagens são explorados e cativam o telespectador.
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Avaliação: 5 de 5.

Depois de 16 meses de espera, a segunda temporada de The Umbrella Academy (2019-2020) chegou à NETFLIX. Baseada na HQ de sucesso escrita por Gerard Way (My Chemical Romance) e ilustrada por Gabriel Bá, a nova temporada adapta o segundo volume da obra da dupla: Dallas. O final da primeira temporada deixou os fãs loucos para saber o que acontece em seguida. Será que a série atingiu as expectativas?

+assista The Umbrella Academy no NETFLIX

The Umbrella Academy - Temporada 2 | Trailer oficial | Netflix

A segunda temporada começa (e não começa) imediatamente após o término da primeira. Confuso? Vou explicar… A primeira temporada termina com os irmãos Hargreeves viajando no tempo para fugir do Apocalipse. No entanto, eles acabam se separando e saindo do vórtex temporal em diferentes momentos do início da década de 1960, na cidade de Dallas. Quando o Número 5 (Aidan Gallagher) chega em Dallas, em 25 de novembro de 1963, ele descobre que os Estados Unidos entraram em guerra com a União Soviética e o Holocausto Nuclear é iminente. Com a ajuda de um velho amigo, ele consegue viajar para dez dias antes daquele momento; e agora deve encontrar os seus irmãos para que possam salvar o mundo (dessa vez…).

divulgação / NETFLIX

Entretanto, a tarefa demonstra ser mais complicada do que se esperava (como sempre); já que cada um dos irmãos seguiu por um caminho diferente desde que chegaram em Dallas. Número 1/Luther Hargreeves (Tom Hooper) é um boxeador da máfia; Número 2/ Diego Hargreeves (David Castañeda) está em um asilo psiquiátrico; Número 3/Allison Hargre-eves (Emmy Raver-Lampman) é casada e faz parte do movimento pelos direitos civis; Número 4/Klaus Hargreeves (Robert Sheehan) é o líder de um culto; e a Número 7/Vanya Hargreeves (Ellen Page) tem amnésia. Além disso, a Comissão não esqueceu deles; e enviou novos assassinos para matá-los, os Suecos, que não falam muito, mas são árduos adversários.

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O principal risco de ter múltiplos protagonistas em um filme ou série é a consequente necessidade de dar tempo o bastante para todos os personagens se desenvolverem sem que a história sofra pelo caminho. The Umbrella Academy é uma série que consegue passar por esse problema como se ele simplesmente não existisse. Todos os personagens são explorados e cativam o telespectador. Na primeira temporada, o protagonismo maior ficou com a Vanya; logo em seguida com o Número 5 e o Klaus; e o resto dos irmãos teve um desenvolvimento mais moderado. Na segunda temporada, o protagonismo maior ficou dividido entre Diego e Allison; logo em seguida com o Número 5; e o resto dos irmãos teve um acréscimo de desenvolvimento moderado.

divulgação / NETFLIX

Diego está tentando evitar o assassinato do presidente norte-americano John F. Kennedy, que irá ocorrer em 22 de novembro de 1963; e está sofrendo com os seus problemas não-resolvidos com o seu pai adotivo, o misterioso, falecido e excêntrico bilionário Sir Reginald Hargreeves (Colm Feore), que ainda está vivo em 1963; e envolvido em misteriosas intrigas em Dallas. Por outro lado, Allison encontra-se dividida entre a vida que perdeu ao deixar 2019 e a vida que ganhou ao viver na década de 1960; o que torna as suas decisões extremamente dolorosas, mas necessárias para garantir a sobrevivência do planeta. Por último, o Número 5 está tentando ao máximo salvar o mundo da completa destruição, mas antes precisa ter paciência para lidar com os dramas da sua família, o que não é o seu forte; mas esse lutador nato tem uma força de vontade sem-igual e dá tudo de si para que a missão seja um sucesso. David Castañeda e Emmy Raver-Lampman têm boas atuações e demonstraram ser capazes de elevar a carga emocional de seus personagens; apenas brevemente exploradas na primeira temporada. Por outro lado, Aidan Gallagher nos dá mais uma atuação sensacional; ele demonstra ter todo o carisma e a intensidade necessária para dar vida ao seu personagem.

Em suma, o invólucro de Locke & Key é de qualidade, mas o seu conteúdo decepciona o público que embarca com grandes expectativas.

divulgação / NETFLIX

Entretanto, os vilões não são tão cativantes quanto os da primeira temporada. Os Suecos são quase mudos e inexpressivos na maior parte do tempo, o que os deixa longe de serem tão cativantes quanto Hazel (Cameron Britton) e Cha-Cha (Mary J. Blidge) foram. E o novo chefe da Comissão, AJ Carmichael (Robin Atkin Downes), surpreende com a sua aparência (um peixinho-dourado num aquário acoplado em um corpo humano), mas não faz muito mais do que isso. A série funciona perfeitamente, mas eles podiam ter tido uma atenção maior com esses personagens.

divulgação / NETFLIX

Por fim, resta dizer que a série fez bonito em todos os quesitos técnicos! Os efeitos especiais foram muito bons. A trilha sonora foi ótima. A direção surpreendeu em vários momentos. Figurinos, cenários, maquiagem… TUDO foi excelente! A série conseguiu fazer com que o telespectador se perdesse dentro do espetáculo na telinha.

Em suma, a segunda temporada de The Umbrella Academy carrega o mesmo espírito da primeira temporada e cumpre a sua promessa de drama, ação e mistério de qualidade com super-heróis problemáticos.