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REVIEW DUMBO (2019)

O elefante mais amado do cinema chegou em versão live-action, será que a Disney acertou a mão? Veja o achamos?!
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Depois de Cinderela (2015), Mogli: o Menino Lobo (2016) e A Bela e A Fera (2017), agora é a vez de Dumbo na fila da nova fase da Disney de transformar seus maiores clássicos para a nova geração. Apesar de não ser perfeito, Dumbo traz elementos essenciais nas produções de live-actions, os quais o estúdio deve levar como parâmetro para o futuro: a adaptação do enredo a uma nova história, sem apenas copiar o original, mas lhe fazendo referências, mantendo-se em vista o “padrão-Disney” de fazer um filme agradável a crianças e adultos.

Em 1919, Holt Farrier (Colin Farrell) retorna da guerra para o Circo dos Irmãos Medici, ao encontro dos seus filhos. No circo, Farrier costumava ser montador de cavalos, mas agora é obrigado a cuidar dos elefantes e especialmente de um recém-nascido com orelhas anormalmente grandes, tomadas com repúdio pelo dono do circo e pelo público. Os filhos de Farrier, no entanto, descobrem algo especial no bebê elefante, que trará fama e ambições em direção a ele: a habilidade de voar.

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A maior qualidade desta produção é algo que deve ser levado para quaisquer futuras adaptações dos clássicos: houve uma adaptação da história, não uma cópia dos “melhores momentos”. Em outras palavras, a estrutura do enredo é modificada, mas todos os elementos que tornaram da versão original de 1941 um clássico estão presentes.  Há inúmeras referências que imediatamente causarão nostalgia aos amantes da animação (começando pela música de abertura).

“Dumbo (2019) – Disney Studios”

Apesar disso, existe um ponto forte do original que se escolheu subverter: a história era praticamente sob a perspectiva dos animais (humanos apareciam basicamente em sombras). Nesta versão, a história se passa do ponto de vista dos habitantes do circo, sendo estes que levam a história e ajudam o protagonista nas suas adversidades. Por um lado, o elemento “circo” é bem expandido e os personagens secundários deste arco dão uma diversão extra.

Não há ratinho falante ajudante aqui, sendo os filhos do Farrier que devem desempenhar o papel de guiar e dar voz ao Dumbo. Neste sentido, o filme perde um pouco na má escalação (ou má direção) das crianças, que não imprimem qualquer camada de emoção ou empatia. Estas acabam por ser “levadas nas costas” pelo Colin Farell e pela excelente Eva Green, que apesar do papel pequeno, encanta o público e marca o filme com limitados minutos de tela.

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Por se tratar de uma obra do uma vez visionário Tim Burton, alguns elementos são esperados, mas somente identificados no último terço do filme. É, de fato, um filme visualmente bonito, os tons puxados para o sépia, juntamente ao colorido desbotado do circo encontram bem os anos do entre guerras. Mas aquele tom bizarro característico do diretor podia ter sido mais bem utilizado, vindo apenas a submergir superficialmente do arco corresponde ao V.A. Vandemere, personagem vivido pelo Michael Keaton.

“Dumbo (2019) – Disney Studios”

Porém, o foco demasiado nos personagens humanos e a carência da direção são ofuscados uma vez que a cena é, sem dúvida, roubada pelo Dumbo. O bom trabalho da equipe de efeitos visuais trouxe um personagem tão carismático quanto na animação. Ele toca o coração do público com sua fofura, inocência, dor da rejeição e da perda, e todos os detalhes que fizeram de Dumbo um personagem tão vivo no imaginário popular por quase oitenta anos.

Dumbo(2019) é uma boa adaptação do original. Fiel à primeira versão, sem a copiar, provavelmente não entrará imediatamente para o hall de filmes inovadores, mas é fofo e bem-humorado, e proporcionará um bom momento tanto para os antigos fãs da história, quanto para toda uma nova geração que não teve a oportunidade de conhecê-la.