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Especial do Cinefans para o Alladin - o filme em live action que estréia em Maio

Aladdin, a magia está de volta!!!

Mais uma parte do especial Aladdin no Cinefans, agora é a vez de Barbara dar sua opinião sobre o filme. Qual será a nota que ela deu?
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Existem alguns elementos que fazem uma adaptação live-action (estas que trazem os desenhos para uma versão tridimensional) ser boa e memorável. Ainda mais sendo de um filme clássico que está na cabeça de milhares de adultos que se apegaram a ele quando criança. Dentre tais elementos está o cuidado em trazer o espírito da versão original sem necessariamente fazer uma cópia. E Aladdin (2019) faz exatamente isso, trazendo uma adaptação emocionante e cheia de energia que agradará as novas e as velhas crianças.

Para quem perdeu (ou pouco se recorda) da versão de 1992, o filme da Disney se baseia em um dos contos do célebre livro da cultura árabe “As Mil e Uma Noites”. Na fictícia cidade de Agrabah, Aladdin é um jovem pobre que junto com o seu macaco Abu, vive através de suas habilidades ladinas e de sua lábia. Após apaixonar-se por uma princesa, aceita fazer parte de um roubo em que lhe prometem riquezas. Em tal empreitada, encontra uma lâmpada que descobre conter um gênio que pode ajudá-lo a conquistar a sua amada.

MAIS AQUI: Nosso especial do Aladdin está com tudo, veja aqui a opinião de João Veras sobre o filme.

Como dito anteriormente a essência do filme original está aqui. A história de Aladdin é sobre um “diamante bruto”. É sobre como um pobre garoto que vive de roubar o que pode para comer, mas que tem no seu coração a mais puras das intenções. É sobre a descoberta conjunta, entre ele e os espectadores, que por mais que ele deseje bens materiais que acredita trazer-lhe mais próximo da princesa, não devem importar mais daquilo que sempre foi por dentro: os seus valores e seu senso de retidão.

aladdin e jasmine
“Aladdin” – Disney Studios

A interpretação do protagonista pelo egípcio Mena Massoud foi, em poucas palavras, perfeita. Massoud consegue capturar todas as nuances do Aladdin, convencendo o espectador de que ele não apenas é um ladrão furtivo e confiante, mas que consegue sobressair-se de situações na lábia. Traz certa comicidade ao personagem, ao mesmo tempo em que é possível sentir o seu drama de sentir-se subapreciado.

Também no ponto certo ficaram suas interações com a Jasmine (Naomi Scott). Com ela, o personagem navega entre a insegurança e a admiração, rendendo cenas bastante engraçadas, bem como aquelas que dão um “quentinho” no coração. E falando da Jasmine, é preciso parabenizar a expansão que foi dada à personagem. Se ela já era forte na versão original, aqui a princesa ganha mais a fazer, mais linhas de diálogo e pequenas informações de histórico que a deixam mais admirável.

OUÇA TAMBÉM: Aladdin chegou com muitas expectativas, ouça aqui o que Barbara estava esperando do filme.

Mas nenhum personagem rouba mais a cena do que o Gênio, interpretado pelo eterno Maluco no Pedaço, Will Smith. Ao Gênio acrescenta todos aqueles trejeitos que o eternizaram na querida série dos anos 1990, mas é clara as referências ao legado deixado pelo saudoso Robin Williams. O Gênio é energético, carismático e acima de tudo, engraçado. O carisma de Smith é adicionado ao ótimo trabalho de efeitos visuais, expandindo os poderes do Gênio de maneira gráfica por toda a tela do cinema, o que deixa o filme ainda mais lúdico e bonito.

genie
“Aladdin” – Disney Studios

E por falar nisso, todas as boas atuações supracitadas ficam ainda melhores sobre o belíssimo trabalho da equipe de design de produção. Os cenários e os figurinos capturam todos os elementos da cultura árabe, situando uma reprodução de uma típica cidade daquela região. Há muitas cores, muita gente, muito ouro e muitas joias. Todo o brilho não polui a tela, pelo contrário, apenas deixa a experiência mais fascinante e mais imersiva.

arabia

Todo esse enriquecimento está presente nas cenas musicais, que também ganham uma maior dimensão com as cores e os brilhos, além de várias coreografias incorporando danças típicas (bem no estilo O Clone). No entanto, a escolha de elenco do vilão Jafar (Marwan Kenzari) foi algo que ficou aquém, uma vez que o ator não conseguiu capturar o quão vil é um dos mais marcantes vilões da Disney.

No mais, Aladdin (2019) foi uma grata surpresa. Todas as novas informações trazidas enriquecem os personagens e o próprio roteiro. Menção honrosa à adição da criada Dalia (Nasim Pedrad), que traz mais um elemento cômico, além de mais alguém para interagir com a Jasmine (ponto para nova versão!). O filme está divertido e continua com uma linda lição que, no fim, deixará todos com um sorriso no rosto.