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"The OA - Netflix"

REVIEW 2ª TEMPORADA THE OA

Um dos maiores sucessos do Netflix ano passado, volta amadurecida e com trama envolvente.
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clique para assistir as temporadas de “The OA” no Netflix

Em 2016, estreava na Netflix The OA a primeira série da parceria entre Brit Marling e Zal Batmanglij, dupla que desde 2011 é conhecida por seus filmes com temáticas envolvendo fenomenologia, espiritualismo e cientificismo. Apesar de a série ter sido bem recebida, havia muitos buracos de roteiro que deixavam o espectador mais confuso do que entretido na maioria dos episódios. Um pouco mais de dois anos depois, a Parte II volta com os criadores mostrando ter aprendido com as falhas da primeira temporada, e ainda mantendo a qualidade, inclusive aumentando-a ao trazer respostas, personagens empáticos, riqueza visual e episódios mais ritmados e dinâmicos, mas nunca caindo no sensacionalismo nem deixando a mitologia criada de lado.

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            Para quem não viu a primeira parte, The OA acompanha a história de Prairie Johnson (Brit Marling), que após sete anos desaparecida, ressurge e volta aos subúrbios onde cresceu se recusando a falar com qualquer oficial ou mesmo seus pais sobre o que havia acontecido inclusive o porquê ela podia agora enxergar, visto que ela era cega da última vez que tinha sido vista. As únicas pessoas a quem ela confessa é um grupo de adolescentes e uma professora, a quem ela revela ser o Anjo Original (Original Angel, por isso, OA).

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            Um grande diferencial de The OA em relação a grande quantidade de séries sendo produzidas hoje em dia, é o fato de ela trazer abordagens complexas que não tomam o espectador como idiota, convidando-o a pensar e montar incógnitas levantadas a cada episódio. No entanto, embora a dupla Marling-Batmanglij estejam habituados a esta estruturas no cinema, é diferente quando há que se prender o público por oito episódios, ainda mais se no final são deixadas mais indagações do que respostas. No entanto, isso é claramente corrigido na segunda parte, uma vez que os maiores pontos de interrogação e as pistas dúbias (estas que causavam dúvidas sobre toda premissa da série) são respondidas, e podendo assim ser desenvolvidas.

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             Em razão disso, outro aspecto que ganha muito nesta fase é com relação ao ritmo. Como os roteiristas abraçaram a mitologia proposta na primeira parte, tornando-a um fato e não uma possibilidade, o roteiro abriu caminho para o desenvolvimento dos personagens e, a partir disso, a reação deles diante de entraves subsequentes. A personagem que mais ganha quanto a isso é a própria OA, que antes podia ser tida como muito contemplativa, beirando o “forçada”, agora encontra novas facetas para explorar, ganhando muito mais carisma (já que se sabe da sanidade da personagem, o espectador passa a torcer por ela).

“The OA” – Netflix

Apesar de tudo, as maiores qualidades da primeira parte, os motivos que apesar dos “furos” a fizeram cativar sua fã-base continuam presentes e excelentemente executadas. Em primeiro lugar, como dito acima, se a mitologia proposta antes já era interessante, aqui ela passa a ser aceita, sendo ainda expandida, abrangendo muitas outras possibilidades a cada episódio, mas proporcionando mais satisfação ao longo do caminho. Em segundo lugar, uma grande qualidade da série é o desenvolvimento dos personagens secundários, já que com uma variedade de temas complexos seria fácil esquecer-se de dar camadas àqueles que cercam a protagonista.

Em The OA isso não acontece, e o roteiro acha o balance perfeito ao separar momentos apenas para o envolvimento e crescimento do núcleo formado pelo Steve (Patrick Gibson), Buck (Ian Alexander), French (Brandon Perea), Jesse (Brandon Meyer) e BBA (Phyllis Smith), mesmo estes estando agora separados do núcleo principal. Destaque para o sexto episódio, que se dedica justamente a essa função, com cenas que podem parecer desconectadas com a trama (como colocá-los no fundo de uma caminhonete, ou indo à praia), mas que os engradecem e aumentam a afinidade com o público.

A Parte II de The OA oferece muito mais respostas do que perguntas, mas não decepciona ao dar um final que sim, é de explodir a cabeça e deixa o público louco por uma nova temporada, propondo novas probabilidades. Com ritmo muito mais fluido, personagens cativantes, grandes atuações (menção honrosa ao Jason Isaacs que interpreta Dr. Hap), debates fenomenológicos, The OA vai deixar o público boquiaberto e formulando mil teorias enquanto torce para que a nova temporada não demore mais três anos.

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