Retrô 2019 por Julia Noia

No último dia do ano, ainda dá tempo para reviver as emoções de 2019 e dessa vez é com a Julia.
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Escrever sobre os destaques de 2019 não é fácil. Ao longo do ano, choramos, sorrimos e sofremos ao lado de grandes personalidades da telinha ou da telona, e não há coração que aguente as turbulentas emoções que os fãs sentiram neste ano. Agora, resta apenas um “adeus” às produções que devem ser jogadas para debaixo do tapete, e um gostoso “até logo” para aquelas que queremos guardar no coração para, um dia, revisitar com gosto de coisa nova. Neste espaço, faço questão de revisitar três pontos que, para mim, devem ser guardados com muito carinho neste 2019. 

The Crown

Neste ano, a série britânica “The Crown”, produzida pela Netflix, chegou com sua terceira temporada. A produção é uma ficção baseada em fatos reais que narra acontecimentos da segunda era elizabetina, com a Elizabeth II, atual rainha da Inglaterra. Mais que apenas mais uma série sobre a família real britânica, “The Crown” apresenta minúcias da intimidade dos emblemáticos integrantes dessa família reservada, porém tão interessante. Desde a primeira temporada, com a coroação da Rainha Elizabeth II, em 1953, a série brilha em estética, roteiro e atuação e, neste novo capítulo, não poderia ser diferente.

Para mim, ela vale destaque em todos os anos, mas esse novo capítulo da família real britânica foi um show de atuação. Depois da mudança de elenco devido ao pulo de tempo na história, Olivia Colman entra como Rainha Elizabeth e Helena Bonham Carter, como sua irmã, a princesa Margareth. A atuação impecável da dupla já garante a qualidade da temporada e dispensa comentários, um grande acerto que trouxe cada vez mais personalidade a essas figuras tão caricatas e relevantes para a contemporaneidade. 

Bacurau

Se você ainda não teve a oportunidade de assistir “Bacurau”, corra para o site on demand mais próximo para se deleitar nas séries e complexas reflexões incitadas por essa excelente produção nacional. Sem dúvida, o filme nacional mais falado do ano, e não era para menos. “Bacurau” retrata uma pequena cidade no sertão nordestino, completamente esquecida pelo resto do mundo. Na história o protagonista tem várias vozes, os moradores da cidade de Bacurau, que, ao perceberem mortes súbitas e um drone suspeito, unem-se para proteger sua grande fortaleza, aquela que reúne todos, apesar das diferenças: Bacurau. O longa dispensa comentários como um todo, retrata o povo nordestino despido de arquétipos tão comuns na cinematografia brasileira, levantam questionamentos tão atuais acerca de pensamentos extremistas e fortes críticas sociais e, claro, lembram ao povo brasileiro que nosso cinema é digno de aplausos de pé. 

Vingadores: Ultimato

Pensar em retrospectiva de 2019 é pensar no fim do ciclo mais rentável dos últimos 10 anos de cinema: o fim de uma era da Marvel. Começada em 2008, com o primeiro “Homem de Ferro”, a primeira era da Marvel foi crucial para reafirmar os super-heróis no ideário popular, figuras acessíveis que, apesar das ressalvas, conquistaram o coração de milhões de pessoas e, neste último “Vingadores” Ultimato”, deram adeus às telonas. Sem dúvida, a maior expectativa para 2019 desde muito antes do começo do ano.

As três horas de filme deram o que falar mas, ao sentar na confortável poltrona do cinema, o tempo passa voando, e até quem não é fã, como eu, se emociona com o iminente fim. “Vingadores: Ultimato” mostra que filmes de super-heróis blockbuster podem ser dramáticos, complexos e deixar um gosto de saudade em todos os espectadores. Agora, os fãs aguardam o futuro da Fase 4, e relembram o começo de tudo quando bater a saudade.

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