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"O Rei Leão" - © Walt Disney Studios Brasil

Porque “O Rei Leão” é importante para mim…

Como sempre filme grande tem especial no Cinefans, e hoje começamos o nosso do Rei Leão, e agora é vez da Barbara falar porque o filme é importante para ela.
5/5
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Hoje à noite aqui na selva… – Porque O Rei Leão (1994) é tão importante (para mim)?

Baseado nas estatísticas do censo da minha própria cabeça e tendo como demografia de
análise pessoas do meu convívio, 99,9% da população mundial é completamente apaixonada pelo Rei Leão. Grande parte dessa porcentagem pode até dizer que é seu filme favorito, se não um dos. Você amando ou não (se é que existe), esta obra sem dúvida é icônica e marcará para sempre a história do cinema.

“O Rei Leão” – © Walt Disney Studios Brasil

Existem muitos motivos para esse filme ser tão especial; motivos de inovações técnicas,
motivos psicológicos, motivos antropológicos e motivos sociais. Bom, meus motivos, assim
como eu imagino que são os seus, encontram-se no emocional. Assisti O Rei Leão pela
primeira vez quando nem tinha nem condições de acompanhar a história: para mim eram
animais bonitinhos e coloridos cantando numa tela grande (pois é, meu pai teve a decência de levar um bebê para o cinema). Enquanto criança, como muitos, revendo a minha fita cassete verde eu vivi o meu primeiro trauma: Simba tentando acordar um Mufasa que nunca mais abriria os olhos.

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Mais tarde eu pude refletir sobre isso. Sobre a maestria por trás da cena que fez tantas
crianças chorar. Não, não é apenas porque é uma reprodução da peça Hamlet (eu não queria entrar nisso, pois todo mundo está cansado de ouvir nerd falando nisso como se tivesse descoberto a roda). Na verdade, a maestria dialoga com a canção introdutória, o Ciclo da Vida, a ideia que é muito bem trabalhada no decorrer do longa. É provavelmente a primeira vez que muitas crianças estão tendo contato com conceitos de morte, culpa, além do que é lembrar-se do passado como passado e seguir em frente.

Falando em canção, aqui se encontra outro aspecto que faz deste filme tão icônico: Elton John. As faixas da trilha sonora deste clássico emplacaram os primeiros lugares das listas de mais escutados, todas compostas pelo incrível musico inglês. Com absoluta certeza o filme não teria a emoção e o impacto que têm sem aquela abertura: aquele sol se erguendo ao grito zulu seguidas das letras que introduzem o cenário inteiro aos pés da ascensão do bebê Simba. Ainda há Can You Feel the Love Tonight? (em português, Esta Noite o Amor Chegou), que marca a transformação dos sentimentos entre Nala e Simba, e está em todas as playlists de baladas românticas.

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Há ainda outra canção celebre, e isso nos leva ao próximo fator que eleva tanto o Rei Leão: Hakuna Matata. Em meio a tanta ponderação sobre a natureza do mundo, e logo após uma cena tão pesada quanto o homicídio de um irmão, Simba e o público conhecem a Timão e Pumba. Eles então injetam humor ao filme, juntamente a uma grande filosofia. Eles acolhem e criam o protagonista até a vida adulta, sob a sombra do “sem problemas”, viva a vida leve e de forma simples. E claro que isso é importante naquele momento. Para o Simba e para nós, enquanto crianças. Como se o filme dissesse: “sabe o que passou? Deixa para lá, a vida pode ser muito mais divertida apesar esse traumas”.

Mas então vem o último ato. E o porquê de que este clássico deve ser assistido em diferentes idades. O ato em que você tem que crescer, e crescer significa lidar com os problemas. É o ato em que nós e o Simba somos ensinados de que “não se pode fugir do passado, mas se pode aprender com ele”.

Daqui a menos de um mês estaremos mais uma vez no cinema revendo essa história, como pela primeira vez. Estaremos com o Simba, de novo, aprendendo sobre o ciclo da vida, sobre a maldade presente na sociedade, sobre deixar o que não importa para trás, sobre superar a culpa, sobre assumir os traumas. Estaremos mais uma vez com ele crescendo, cantando com Timão e Pumba e, sem dúvida, chorando muito a morte do Mufasa.