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opinião | Stargirl, a heroína família do universo DC.

Otimismo e família são os trunfos de uma das melhores séries da DC.
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Avaliação: 4 de 5.

Fala pessoal, semana passada se encerrou a primeira temporada de Stargirl no DC Universe (que parece que vai acabar antes de chegar aqui!!!), e estou aqui para deixar minha opinião sobre essa incrível temporada que me surpreendeu positivamente e me já estou ansioso para a segunda temporada. Então sem enrolar muito, vamos descobrir como uma série família virou a minha favorita do universo DC.

De início eu não fui comprado pela ideia da série, achava ela leve demais para o padrão DC Comics onde tudo é sombrio e decadente mas ao passar dos episódios a série se revelou ser de grande qualidade de texto, atuações e bons valores de produção. Destaque para mim nessa temporada, sem duvidas, foram os atores. Realmente é verdade o ditado que dê um bom texto ao um ótimo ator e ele voa fácil. E isso acontece principalmente com o Luke Wilson (Pat Dugan/S.T.R.I.P.E) a maior surpresa para mim na série, nunca achei que fosse elogiar um dos irmãos Wilson em termos de atuação.

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divulgação / The CW Network

Mas ele está sensacional no conjunto da obra e se juntando a ele, um achado da produção a protagonista Brec Bassinger (Courtney Whitmore/Stargirl) que a primeira vista parece ter saído daqueles filmes de comédia teen dos anos 90 e 2000 mas mostra segurança, confiança, vulnerabilidade e faz a gente torcer pela personagem. E mais um destaque que vai para o grande vilão da temporada, Neil Jackson (Jordan Mahkent/Geada) e sua visão de uma nova América.

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Mas isso não quer dizer que os outros estavam ruins na verdade a maioria do elenco é ótimo e funciona brilhantemente, e nesse ponto a nova geração da Sociedade da Justiça da América é perfeita. E os vilões ainda que caricatos em alguma forma são no ponto para garantir a diversão.

Agora vamos falar agora dos episódios, vou contar logo que o piloto e o duplo episódio final são espetaculares bem como a maioria deles tirando um ou dois no meio da temporada que na minha opinião não mantiveram o ritmo, nada que comprometa. E não posso esquecer de falar que o desenvolvimento dos personagens é tão bacana que todo episódio me fez rir bastante.

O tema família norteia todos os episódios, e não só entre o grupo de heróis mas também entre os vilões e isso acabou sendo o ponto alto sem a menor dúvida. Isso tem muito a ver com o criador da série Geoff Johns que criou a personagem para homenagear sua irmã também Courtney que faleceu e por isso ele tem um sentimento muito bonito com esse projeto.

divulgação / The CW Network

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Como dito que o tema família é o principal em Stargirl, tudo foi feito para que famílias pudessem ver o show inclusive quando cenas mais fortes são mostradas, a equipe faz tudo para não causem desconforto a quem assiste. Até a morte de personagens que é bem triste consegue ter algo sentido na série. Também é muito legal e emocionante ver a aproximação dos personagens já que desde o início é mostrado que muitos não se relacionam bem entre si.

Já te digo que é de encher os olhos de lágrimas o desenvolvimento da relação entre filha e pai entre Courtney e Pat e junto com a aproximação deles toda a família Dugan-Whitmore se transforma e consegue transformar todos os personagens ao redor fazendo que a versão 2.0 da Sociedade da Justiça seja mesmo uma família mesmo com a rebeldia do novo Homem-Hora.

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Inclusive entre os vilões é fascinante ver como todos os tipos de família são representados. Desde a família protetiva passando pelos pais negligentes chegando ao pai que quer deixar o mundo melhor para seus filhos. Nesse ponto o destaque vão para Meg DeLacy como Cindy Burman/Shiv que deseja seguir os passos de seu pai, Rei Dragão mesmo com ele e os outros membros da Sociedade de Injustiça.

E terminando deixo minha comenda para todo o desenvolvimento da relação entre Henry King (Christopher James Baker) ou Onda Mental e seu filho Henry King Jr. (Jake Austin Walker) que mesmo seu pai sendo frio e mostrando pouco afeto, ele faz tudo para salvá-lo e o final é bem trágico. E com isso termino e digo a vocês quando chegar a série no Brasil veja porque vale a pena. Até a próxima.

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