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© Marvel Studios / Walt Disney Co.

Opinião de Fan – Vingadores Ultimato (SEM SPOILER)

Nessa semana de Vingadores tem muita coisa por vir no site, e começamos a divulgar nossas opiniões sobre o filme. Agora é a vez de Barbara Cardoso
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Como escrever sobre este filme? O filme que encerra uma era, uma era que há dez anos parecia impossível, sequer cogitável. A era em que um estúdio conseguiu a partir de heróis de classe b e c, reunir legiões de fanáticos ao redor do mundo inteiro. 2019 finalmente nos presenteia com Vingadores: Ultimato. Um presente que mais parece um milagre operado magistralmente pelos irmãos Russo, os quais construíram, peça por peça, não apenas a maior estreia do ano, mas o fechamento de um ciclo em forma de uma grande experiência cinematográfica.

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Mas de volta à pergunta: como falar deste filme? Como traduzir em palavras tal experiência? Podemos começar por aquele sem o qual uma grande equipe de super-heróis não haveria se reunido em primeiro lugar: o vilão. Em Vingadores: Guerra Infinita (2018), Thanos (Josh Brolin) se consolida como o maior vilão da Marvel. Ele é implacável e obsessivo, mas o que realmente o faz funcionar é sua “não-caricaturização”. Thanos é tangível e seus objetivos, embora não se concorde (ou não se deva concordar), compreende-se.

“Avengers: Endgame” – Marvel Studios

Na sequência, Thanos continua com todas suas camadas e seu impacto não é diminuído. Todas as nuances dos sentimentos do personagem estão presentes na tela (mérito da um ótimo trabalho de computação gráfica somado à competência do seu intérprete), mas ele segue sendo o que todo bom vilão precisa ser: temível. Assim, isso é perfeitamente transmitido através da reação dos personagens em relação ao filme passado. Enquanto Guerra Infinita era a jornada de triunfo do Thanos, este é claramente a jornada de reerguimento dos maiores heróis do universo.

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Nessa perspectiva, é muito claro que o foco desse filme são os seis componentes do grupo original de Vingadores (2015), em especial o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e Capitão América (Chris Evans). Se por um lado no filme anterior alguns deles ficam um pouco na sombra, ou nem mesmo chegaram a aparecer (afinal, haja tempo de tela para tanto herói), neste os diretores souberam valorizar suas personalidades e fardos, parando para trabalhar diversas cenas que dão destaque às suas interações.

“Avengers: Endgame” – Marvel Studios

Nesse sentido, este também é o filme em que se exige muito mais das performances dos atores, uma vez que devem entregar o quanto os espíritos de suas personagens estão quebrados, ao mesmo tempo em que devem colocar o senso de urgência que os mesmo estão sentindo. O senso de que aquela é a única oportunidade que eles têm para derrotar seu inimigo e salvar a humanidade, e assim, encontrar a paz. E, sim, os atores entregam toda essa agonia, valorizados mais uma vez pelo ótimo trabalho técnico de jogo de câmeras.

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A propósito, a parte técnica merece uma especial salva de palmas. Não apenas a direção da câmera é bem feita (por hora há a câmera parada e fechamentos nas expressões mais emotivas, por hora há um incrível plano-sequência de ação), mas a fotografia também permeia a tela como um quadro (ou um quadrinho).  O mais interessante é como em diversos momentos, de forma sutil, as cores das joias do infinito pintam o cenário, seja na cor do céu ou num laser do Homem de Ferro.

“Avengers: Endgame” – Marvel Studios

A montagem do filme, assim como naquele passado, é perfeita. São bem dosados momentos de ação, de luto, de piadas e de emoção. Além disso, todos os personagens do MCU (Marvel Cinematic Universe) têm o seu momento, mesmo que este seja apenas em menos de um minuto. E eis é o maior pilar deste filme: a nostalgia. Mais do que qualquer outro, este se apoia no fan service e euforia que foram cultivados nos últimos dez anos.

Vingadores: Ultimato é um milagre. Joe e Anthony Russo, sob a asa da supervisão de Kevin Feige, trouxeram às telas aquilo que parecia impossível: juntar todos os heróis do MCU em um longa-metragem com uma história emocionante e surpreendente. Mesmo com algumas escolhas de roteiro arriscadas (as quais em mãos menos competentes seriam um desastre), dificilmente não arrancará uma lágrima dos fãs que verão aqui uma conclusão perfeita de uma era. Resta-nos dizer adeus a um ciclo e preparar-nos para o que seja que a Marvel nos trará na sua próxima fase.