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© Marvel Studios / Walt Disney Co.

Opinião de Fan – Vingadores Ultimato

Nessa semana de Vingadores tem muita coisa por vir no site, e começamos a divulgar nossas opiniões sobre o filme. Agora é a vez de Julia Noia.
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Respiração ofegante. Lágrimas. Satisfação. O filme mais esperado do ano finalmente
chegou aos cinemas! Vingadores: Ultimato estreou em todos os cinemas do mundo nesta
quinta-feira, e os resultados não poderiam ser mais expressivos. Bilheterias esgotadas,
centro dos tópicos de conversa e até mesmo milhares de manoplas do Thanos nas mãos
dos mais ávidos fãs. A espera foi grande, as expectativas, maiores ainda. Mas será que o
filme foi tudo isso?

MAIS AQUI: Antes do filme chegar, nossa equipe comentou o que espera do filme, clica aqui para saber as nossas expectativas.

Para encerrar a terceira fase da Marvel e comemorar os 10 anos dos filmes no cinema,
Vingadores: Ultimato chegou com os dois pés na porta com uma proposta ousada para um filme de super-herói: 3 horas de filme. Mas não se engane! Em momento nenhum dá
vontade de despregar os olhos da telona. Emoção atrás de emoção, começando já com a
luta por encontrar Thanos e tentar reverter o grande estrago que terminou
Vingadores:Guerra Infinita. Um vilão à altura que, em Vingadores: Ultimato, não foi
devidamente explorado. O medo que Thanos instaurou nos vingadores remanescentes se
dissipou no quarto filme da franquia. Voltamos novamente ao papel clássico do vilão:
despido de complexidade e dualidades internas, compartilha com seus antagonistas O
Grande Plano e desdenha demais dos heróis como se não temesse a derrota. O Thanos de
Guerra Infinita ficou devendo em Ultimato.

“Vingadores: Ultimato” – Marvel Studios

O começo já acelerado do filme promete entregar um longa de deixar o espectador a ponta da poltrona por 3 horas. De certa forma, não falha. Mas alguns fatores poderiam ter sido melhor explicados ou menos simplificados. A explicação relativamente rasa do conceito de uma viagem no tempo se enquadra perfeitamente em um filme blockbuster como Ultimato, porém não tocou em um aspecto muito importante de viagens no tempo: as consequências de seus atos repercutindo no futuro. Como é sabido mesmo no senso comum, alterações, por menores que sejam, alteram de alguma forma o presente e o futuro. Confesso que senti falta dessa explicação, sem dúvida seria interessante observar como seus atos repercutiriam em como o mundo estaria ao retornarem ao presente.

MAIS AQUI: Temporada de Game of Thrones indo com tudo, e para completar a saga sabendo de tudo, ouça a “Mãe dos Dragões”

A construção dos personagens foi um traço marcante do longa. Desde Bruce Banner (Mark
Ruffalo), que finalmente conseguiu equilibrar seu lado humano e seu lado Hulk, ao
amadurecimento deTony Stark (Robert Downey Jr.), se mostrando bem mais centrado e até mesmo reconstruindo um relacionamento de amizade com o Capitão América (Chris
Evans). A volta de personagens queridos como o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e
Homem Formiga (Paul Rudd), logo no começo do filme, já promete um longa de grandes
emoções e reencontros. A interação entre os vingadores e a recordação de
relacionamentos antigos como a Viúva Negra (Scarlett Johansson) tanto com o Gavião
quanto com Bruce Banner também trazem ares de fechamento, do fim de uma era.

“Vingadores: Ultimato” – Marvel Studios

O enredo, de forma geral, se apresenta um tanto quanto previsível. Enquanto em Guerra
Infinita terminamos com um final inesperado, a vitória do vilão, e todos os fãs boquiabertos, em Ultimato, a vitória do bem, embora com seus custos, é evidente antes mesmo da metade do filme. O filme retorna a uma narrativa clássica de começo, meio, clímax e fim. Em diversos momentos, vivenciamos uma situação de deus ex machina, ou seja, uma solução muito improvável para a resolução de problemas. Desde a Capitã Marvel (Brie Larson) salvando Tony Stark nos seus últimos minutos de vida à aparição de todos os heróis que retornaram à vida no exato momento em que a tríade de vingadores (Thor,
Homem de Ferro e Capitão América) estavam sendo praticamente derrotados por Thanos.
Apesar das soluções improváveis, o filme apresenta uma qualidade de computação gráfica
bem distinta e que, sem dúvida, enche os olhos dos espectadores e dão vida a uma luta
épica e que se instaura como um marco a cinematografia.

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Claro que não podemos deixar de fora os aclamados fans service que ocorreram nas 3
horas em tela. Desde o reencontro entre Viúva Negra e Gavião ao final feliz que o Capitão
América tanto queria. Entretanto, nenhum foi maior que aquele momento que deixou o
cinema inteiro em euforia: Capitão América, depois de tantos anos, é considerado digno o
suficiente e consegue usar o martelo do Thor (Chris Hemsworth). Claro, não podemos
esquecer da icônica frase do Homem de Ferro ao colocar as Jóias na sua luva, sim, aquela
frase do primeiro filme: eu sou o Homem de Ferro!

“Vingadores: Ultimato” – Marvel Studios

Lágrimas escorrendo copiosamente pelos rostos no final do filme é apenas uma das
milhares de reações de fãs a um final caloroso e esperado. As perdas irreparáveis do longa
tocam o coração dos fãs, mas representam um verdadeiro e digno fechamento para
personagens centrais dos vingadores como Tony Stark e Viúva Negra. A finalização dos
seus arcos representa nada mais do que a evolução deles ao longo desses 10 anos de
MCU, abdicando do egoísmo pelo bem maior e, dessa forma, ajudando a salvar o mundo.
Simplesmente tocante.

O final de 10 anos de trabalho foi fechado com uma gigantesca chave de ouro. O amor, a
coragem e a união foram perfeitamente representados em Vingadores: Ultimato.
Personagens evoluídos, finais felizes por um preço, fan service coerente e que aquece o
coração dos fãs que já estão órfãos dos vingadores. Parabéns Marvel, o resultado é
incrível, apesar de detalhes que poderiam ter sido melhor analisados na produção. O
cinema do século XXI vai demorar para esquecer Vingadores: Ultimato, um marco do
cinema como o conhecemos.