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© Marvel Studios / Walt Disney Co.

Opinião de Fan – Vingadores Ultimato

Na semana de Vingadores tem muita coisa por vir no site, e começamos a divulgar nossas opiniões sobre o filme. Agora é a vez de Bernardo Felberg.
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Quando Vingadores: Ultimato chegou às telas nesta última quinta-feira, o longa-metragem tinha a árdua tarefa de: superar o sucesso de bilheteria e crítica que foi Vingadores: Guerra Infinita, ostentar o primeiro grande épico de super-heróis da história do cinema, concluir a primeira longa parte do Universo Cinematográfico Marvel (MCU) e proporcionar uma despedida adequada para heróis que participaram do pontapé inicial desse fenômeno mundial. Tudo isso em “apenas” 3 horas de filme. Uma tarefa tão homérica quanto o próprio MCU.

Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson), Nebula (Karen Gillan) e Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr) – “Vingadores: Ultimato”/Marvel Studios

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O filme pode ser dividido em três partes: a Tragédia, a Odisseia e o Ultimato. No início, o espectador é apresentado às consequências do estalar de dedos do Thanos (Josh Brolin) ao final do último filme. Nesta parte, pode-se perceber tanto como cada um dos sobreviventes foi impactado pela tragédia quanto como os desejos de vingança e de restauração crescem nos membros da equipe. Dessa forma, o segundo ato do filme consiste na odisseia em que nossos heróis embarcam para reaver tudo o que lhes foi tirado por Thanos. É uma aventura nostálgica, marcada pelo fanservice e cheia de imprevistos. Por fim, temos o Ultimato, o momento onde o filme brilha. É o desfecho épico para o qual fomos lentamente preparados ao longo de 10 anos. Sem comentários extras.

“Vingadores: Ultimato”/Marvel Studios

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No entanto, o filme não é livre de falhas ou críticas. A fim de mover a trama da maneira desejada, o longa-metragem de Anthony e Joe Russo (Vingadores: Guerra Infinita) utiliza um mecanismo de história ousado. Além disso, os diretores optam por não empregar especificamente nenhum dos modelos clássicos desse mecanismo, eles decidem criar o próprio. Consequentemente, o espectador é capaz de não compreender completamente o seu funcionamento e terminar cheio de dúvidas ao final de experiência cinematográfica. Portanto, duas opções são apresentadas à audiência: não questionem a complexidade do método dos diretores e apenas aproveitem o filme ou esclareçam as suas dúvidas após a sessão. Caso você opte por ignorar a complexa opção criativa dos Irmãos Russo, o longa transcorrerá sem problemas do início ao fim. Caso opte por questioná-los, após a sessão você descobrirá tanto a genialidade da história contada pelos Russo quanto diversos furos de roteiro no fim da trama. De uma forma ou de outra, a originalidade dos diretores vem ao custo da dificuldade de parte da audiência de compreender de cara as regras pelas quais o seu filme joga, o que não é recomendável para um blockbuster tão antecipado.

Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) e Homem de Ferro – “Vingadores: Ultimato”/Marvel Studios

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No que diz respeito ao desenvolvimento e tempo de tela que cada herói recebe, o resultado é adequado, mas com algumas ressalvas. Em primeiro lugar, o trio principal, Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr) e Thor (Chris Hemsworth). Os três não apenas completam os seus arcos de longo prazo como personagens como também contam com arcos de curto prazo extremamente ricos. O Ultimato revela o potencial absoluto de cada um deles tanto como heróis quanto como indivíduos. Heróis tradicionalmente secundários ganham maior destaque também: Clint Barton/Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson), James Rhodes/Máquina de Combate (Don Cheadle), Scott Lang/Homem Formiga (Paul Rudd), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) e Nebula (Karen Gillan). Toda essa galeria de heróis tem papéis de imensa importância ao longo do filme e contribuem bastante tanto para a trama quanto para o nosso entretenimento.

Nebula (Karen Gillan) – “Vingadores: Ultimato”/Marvel Studios

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Destaque especial para a personagem de Karen Gillan (Jumanji: Bem-Vindo à Selva), que cresce em complexidade e adquire uma função inesperada ao longo da trama. No entanto, sente-se falta da contribuição de personagens como a recém-chegada Carol Danvers/Capitã Marvel (Brie Larson), que além de ter pouco tempo de tela, é pouco aproveitada como personagem também. Ela tem uma série de cenas de qualidade, mas não vemos a criação de um verdadeiro vínculo da heroína com a equipe, o que nos faz pensar nos planos da Marvel Studios para a personagens. O nosso guaxinim (ou lebre, de acordo com Thor…) favorito também tem pouco destaque no longa-metragem. Rocket (Bradley Cooper) funciona mais como um alívio cômico ao lado do Deus do Trovão.

Tony Stark – “Vingadores: Ultimato”/Marvel Studios

Ao fim de tudo, Vingadores: Ultimato é um filme extremamente ambicioso, mas que não deixa de ter os seus defeitos. A trama evolui exponencialmente até explodir com o seu fantástico terceiro ato, mas conta com um conjunto de eventos guiados pelo acaso ou por um Deus ex machina que priva certos personagens de exercerem os seus talentos individuais para lidar com situações de risco. Como filme, Vingadores: Guerra Infinita funcionou muito melhor. Como evento, Vingadores: Ultimato sucede na maioria de suas metas, mas passa a impressão de que optou por jogar seguro no seu desfecho. O filme e o seu terceiro arco certamente marcam não apenas a história do cinema, mas também a história dos super-heróis. Stan Lee certamente ficaria orgulhoso do resultado. Excelsior a todos os fãs.