livro | “O grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald

Tendo em vista esse panorama histórico, é possível ver não só nesse livro, mas em outros do autor a sua crítica a sociedade rica que vivia de festas, bebidas, status, riqueza e futilidades.

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Nessa tão famosa obra de F. Scott Fitzgerald primeiramente somos introduzidos ao século 20 pós Primeira Guerra Mundial, época na qual os Estados Unidos viviam o auge da sua potencia econômica, e junto a isso foi implantada a lei seca, que consistia em nada mais nada menos do que a proibição da fabricação, transporte, venda e consumo de bebidas alcoólicas, que depois de alguns anos se instaurou o seu comércio e o seu consumo ilegal.

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Tendo em vista esse panorama histórico, é possível ver não só nesse livro, mas em outros do autor a sua crítica a sociedade rica que vivia de festas, bebidas, status, riqueza e futilidades. Com isso, somos apresentados a uma narrativa de primeira pessoa através do personagem Nick Carraway um aristocrata falido, que se muda para uma casa modéstia, mas que fica bem ao lado da mansão de um milionário Jay Gatsby famoso por suas festas.

+Quando se entra a fundo na história do Fantasma da Ópera não tem como não sofrer e ter medo e se apaixonar pelos personagens.

divulgação / Warner Bros.

É importante frisar que a vida pessoal do autor nesse caso é muito importante para o contexto da obra, já que F. Scott Fitzgerald se coloca no papel de Nick e coloca Gatsby no que seria um modelo a ser atingido, inclusive, durante a narrativa é perceptível o quanto Gatsby é endeusado e como nunca sabemos nada sobre ele, ninguém sabe de onde Gatsby veio, como ficou rico, no que ele de fato trabalha e por aí vai.

Nick é o único que se torna amigo do milionário e descobre que o verdadeiro motivo para seu sucesso financeiro é o de reconquistar o seu amor pela prima de Nick: Daisy. Porém, Daisy já é casada com Tom, que por sua vez é um homem rico da alta sociedade tendo herdado uma grande fortuna de sua família.

A trama gira em torno dessa reconquista amorosa. Falando um pouco dos personagens, Tom é um personagem que causa repudia a cada comentário, visto que solta comentários extremamente racistas e machistas (infelizmente eles ainda existem nos dias de hoje), já Daisy é vista como uma mulher graciosa (particularmente não gostei dela) e é capaz de conseguir o que quiser, mas não é feliz em seu casamento, pois Tom não cansa de traí-la. Ao reencontrar Gatsby parece que os dois vão resgatar o amor adolescente perdido… Mas, muitas reviravoltas ainda acontecem nessa “história de amor”.

divulgação / Warner Bros.

Eu adoraria escrever muito mais sobre esse livro, mas se eu prosseguir irei dar spoiler e vai perder a graça da leitura. Mas, já posso dizer que eu gostei demais da obra, porém, o final me deixou chateada com um acontecimento em específico. Mas, como através desse fato é possível se tirar morais e valores da história ele não comprometeu a leitura do livro.

Eu recomendo muito esse livro não só pelo panorama histórico, mas a leitura é demasiada leve, fluida, o livro não é grande e o autor sabe conduzir bem o enredo. Já aproveito e indico também o filme com o Leonardo Di Caprio que é extremamente fiel à obra e dá uma amarrada legal na história, confesso que algumas coisas das quais fiquei perdida durante a leitura ao ver no filme me esclareceu bastante. E, para quem quer uma edição boa livro eu recomendo duas: a primeira é a da Penguin com ótima tradução e notas de rodapé e a da editora Geração editorial que esse mês lançou a versão luxuosa do livro que está imperdível.

Bom, espero que tenham gostado da resenha de hoje que foi feita com muito carinho e não deixem de me acompanhar no instagram @fofocasliterarias para mais resenhas.

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