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"Love, Death and Robots" - Netflix

O futuro, Robô

Nova série do Netlfix traz uma visão diferente para os temas que todos procuram: amor, morte e robôs!
5/5
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veja aqui “Love, Death and Robots” no Netflix

Observar o futuro com novos olhos, embarcando em narrativas distópicas sem dúvida é um tema bastante batido na cultura pop atual. Mas e se fosse diferente? A Netflix trouxe uma opção interessante para você que mergulha na correria do cotidiano mas, no final do dia, também busca uma reflexão embebida de crítica social. Lançada na última sexta, 15 de março, Love, Death and Robots (2019) é a nova série original da queridinha, com uma duração que cabe no seu horário de almoço.

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Construída no formato de antologia, ou seja, um conjunto de histórias cinematográficas agrupadas por temática mas independentes entre si, a série gira em torno de pelo menos um dos três grandes tópicos: amor, morte e robôs. Nos episódios, os diretores constroem narrativas que perpassam o misticismo, o erotismo e, principalmente, o questionamento e o pensamento crítico. Roteiros sombrios abordam a separação entre humanos e máquinas de forma ora irônica, ora séria. Em cada desfecho, um pensamento cultivado no espectador.

O toque completamente distinto dos diretores é diretamente observado não apenas na mudança estética, mas também no teor do curta. O criticismo de cada narrativa é bem visível, transformado nas telas pelos vários diretores envolvidos no projeto e, por isso, visto pelos mais diversos aspectos. Os produtores Joshua Donen, David Fincher, Jennifer Miller e Tim Miller trazem uma proposta bem única através de um formato inusitado e ousado. Embora as produções tenham duração máxima de 20 minutos, fica evidente a tentativa tanto do diretor quando dos produtores de fomentar o dialogo e a reflexão, para alem das incríveis cenas de ação e dos gráficos excepcionais.

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Love, Death and Robots inova no que diz respeito a representação de robôs no audiovisual. Apesar de observarmos também “estereótipos” de ciborgues e robôs inteligentes, vislumbramos principalmente uma roupagem mais “humanizada” das maquinas, reforçando sua complexidade e, quem sabe, como serão de fato os robôs no futuro. Observar a gama de possibilidades de um futuro utópico ou distópico com o avanço da tecnologia também nos faz refletir sobre a real importância da raça humana no grande cenário. Na maioria dos curtas, a presença humana, quando existente, e secundaria e menos relevante, exceto quando relacionada a sua interação com a própria inteligência artificial.

“Love, Death and Robots” – Netflix

Mas nem tudo são flores. A serie, embora siga os mesmos passos da já muito famosa Black Mirror (2011 – ), ainda poderia ter seu potencial melhor explorado. No Netflix, a gigante inglesa foi a precursora das antologias na cultura pop, também focando na relação dos seres humanos com a tecnologia, e apresentando um material inédito e muito bem articulado tanto em roteiro quanto em execução cinematográfica. Todavia, Love, Death and Robots (2019), na tentativa de levantar questionamentos sobre o futuro da humanidade e do papel dos robôs na sociedade vindoura em episódios curtos e soltos, peca por apresentar uma critica social um pouco rasa e obvia em muitos episódios.

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Encabeçada por grandes nomes como David Fincher (Clube da Luta) e Joshua Donen (Garota Exemplar), a nova serie antológica consegue entreter enquanto fomenta um pensamento critico rápido. Sem duvida, ela consegue atingir as expectativas criadas pela premissa mas, se tivesse uma duração maior, poderia haver um desenvolvimento mais aprofundado da critica. A praticidade, entretanto, é sem dúvida um fator positivo: maratonar a temporada inteira demora menos de quatro horas! Para você que adora um universo futurístico, gráficos bem feitos e uma pegada que mistura situações tensas com eventuais alívios cômicos, essa é uma aposta certa.