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Normal people: um retrato da intimidade

Série inglesa deixa no público a sensação de assistir algo real na tela.
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Avaliação: 3.5 de 5.

Normal people, série irlandesa original da plataforma de Streaming Hulu, lançada em abril deste ano, vem ganhando uma legião de fãs e chamado a atenção da crítica. No Brasil, a série encontra-se disponível em outro serviço de Streaming, o Starzplay. Normal people é baseada no livro best-seller homônimo da escritora Sally Rooney, lançado no Brasil pela editora Companhia das Letras em setembro de 2019, com o título “Pessoas Normais”.

assista a temporada completa no STARZPLAY

Normal People | Trailer Oficial | STARZPLAY

A série narra o relacionamento entre Connel (Paul Mescal) e Marianne (Daisy Edgar-Jones), dois colegiais de uma pequena cidade irlandesa, Sligo. Durante 12 episódios de em média 30 minutos, acompanhamos o desenvolvimento da relação e todas as suas camadas e metamorfoses ao passar dos anos, até suas vivências na faculdade, em Dublin.

Apesar da mútua atração física e intelectual, várias circunstâncias adversas separam Connel e Mariane, sendo uma delas as suas diferenças sociais. Connel é um jovem da classe trabalhadora e é popular no colégio. Mariane é rica e não tem amigos. A série também explora questões como depressão, ansiedade, abuso familiar e autoimagem de uma forma honesta e livre de sensacionalismo.

Depois de uma primeira temporada cheia de polêmicas, o que será que acontece em VOCÊ

O enredo permanece enxuto, com a entrada de alguns personagens secundários, sem tirar o foco de Connel e Marianne. A curta duração da série faz com que a história permaneça balanceada e relevante, prendendo a atenção do espectador e desenvolvendo bem os personagens principais.
Somos apresentados a estes personagens por inteiro, com todas as suas cicatrizes e pesos emocionais. Eles nos convidam a refletir sobre o poder da intimidade nas relações humanas, traduzindo as nuances das relações, o cinza entre o preto e o branco.

divulgação / Starzplay

O sucesso da obra é intrínseco à química entre os atores principais que, felizmente, é inegável. as performances de Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones brilham tanto nas cenas conjuntas, quanto nas individuais. Graças a sua atuação primorosa, Paul Mescal foi indicado ao Emmy 2020 de melhor ator em minissérie ou filme para Tv. Normal people também ganhou indicações nas categorias Melhor Roteiro (episódio 3) e Melhor Direção (Lenny Abrahamson).

A direção merece o devido clamor. Como a maioria da narrativa do livro acontece dentro da cabeça dos personagens, Normal people não é um material fácil de ser adaptado para o audiovisual sem se tornar piegas e depender de uma narração clichê.

Personagens evoluem mas após repetir formato de temporadas anteriores, trama de Élite perde força.

Para ilustrar o mundo interno de Connel e Mariane, foram utilizados close ups dos seus rostos, mãos, objetos e cenários importantes. A trilha sonora, que utiliza vários artistas irlandeses, muitos desconhecidos, auxilia na ambientação da narrativa. Algumas sequências foram feitas sob a perspectiva dos personagens, com a intenção de imergir ainda mais a audiência.

divulgação / Starzplay

A sensação que paira sob a audiência ao finalizar Normal people é de ter assistido algo real, pelo menos tão real quanto a ficção pode ser. Pessoas mudam umas as outras.Algumas ficam, outras vão, mas a sombra da sua passagem permanece nas nossas vidas, para o bem ou para o mal.
A série mostra que a intimidade, a verdadeira intimidade, é bagunçada, não-linear e difícil de alcançar, principalmente dentro da atual dinâmica social. Talvez este seja o maior desafio do século XXI: se entregar a vulnerabilidade, afetar e deixar-se ser afetado.