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Morbius | Difícil entender para onde a Sony está indo

Jared Leto prova mais uma vez que pode fazer qualquer papel menos de herói/vilão de HQs
5/5

Avaliação: 2.5 de 5.

Olá pessoal. Depois de um tempo tentando decidir se assistiria “Morbius”, resolvi ir ao cinemas e assistir o novo filme do Universo Aranha da Sony Pictures. E olha que esse é complicado de falar, viu. Mas vamos lá.

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Começando do ínicio, o filme não é bom, talvez seja um dos piores de super-heróis feitos nessa década. Quase tudo não funciona, desde o roteiro preguiçoso passando pelas atuações pasteurizadas e sem vontade e culminando nos terríveis efeitos visuais que parecem ter saído de um filme C, nem B. Difícil imaginar o que a Sony Pictures pensou nessa parte.

divulgação / Sony Pictures

Pelo menos algo definitivo podemos afirmar sobre Morbius, Jared Leto não consegue se entender com o universo dos quadrinhos vide sua personificação do Coringa e agora como Morbius. Incrível a falta de vontade do ator, um bom ator para dar credibilidade ao personagem, ainda mais um personagem com camadas, algumas profundas. E quem parece que entendeu mais sobre isso foi o antagonista interpretado por Matt Smith que mais uma vez mostrou toda sua capacidade e disparado é a melhor coisa que acontece nas quase 1h30 de filme.

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Com um personagem sem muito apelo, para quem conhece as histórias do Homem-Aranha sabe que Morbius é um coadjuvante bem coadjuvante que tem pouca relevância, que não lembro de sua aparição em nenhuma saga importante. A única coisa boa do personagem é sua história de origem muito bem feita que oferece muito para os roteiristas.

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E o roteiro é uma grande problema do filme. Ele começa num nível e parece que não muda, não consegue criar nenhuma emoção em quem assiste. Tudo parece ser levado nas coxas, o drama, o romance, a ação, a aventura. Não tem nenhum desenvolvimento completo. Esse pode ser um dos motivos que fez os atores ligaram o automático e não se engajar com a história. Difícil acreditar que Morbius posso ter uma continuação mas como sabemos Hollywood é sempre sobre valores, e se o filme render bem e criar aquele burburinho, pode ser que volte. Mesmo sem merecer.

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Agora o grande mal do filme são os efeitos visuais, mas abrindo um parêntese para a maquiagem ou os efeitos de maquiagem que estão muito bem feitos, enquanto isso os efeitos visuais parecem ter sido trazidos dos anos 90 ou 2000 de tanto estranhos e alguma vezes toscos na tela. Não dá para entender como um filme de US$ 80 milhões de orçamento permite aquele nível de efeitos na tela. Vergonhoso e em vários filmes chega a ser desconcertante fazendo a experiência ficar desagradável e por vezes o entendimento da narrativa é prejudicado.

E lembrando que o filme tem duas cenas pós-créditos linkando o filme ao futuro do Aranhaverso na Sony. As cenas extras são até melhores que boa parte do filme mas pelo jeito o pessoal da Marvel vai arrancar os cabelos pensando sobre o que fazer agora.

Um dos personagens mais interessantes e conflituosos da Marvel chega à tela grande com o vencedor do Oscar® Jared Leto se transformando no enigmático anti-herói Michael Morbius. Gravemente adoecido com um raro distúrbio sanguíneo e determinado a salvar outros que sofrem do mesmo destino, o Dr. Morbius arrisca tudo numa aposta desesperada. E embora a princípio tudo pareça um sucesso absoluto, surge uma escuridão que se desencadeia dentro dele. O bem superará o mal – ou Morbius sucumbirá aos seus novos e misteriosos desejos?