divulgação / Warner Bros. Pictures

Matrix Ressurrections! A versão atualizada

Lana Wachowski recria sua Matrix e a eleva um pouco mais com temas mais atuais sem perder o fio da história
5/5

Avaliação: 4 de 5.

Chegou nessa semana o quarto filme da franquia Matrix, “Matrix Resurrections” que mesmo assistindo sem expectativa nenhuma depois dos fiascos de “Reloaded” e “Revolutions” foi uma experiência muito boa e interessante.

Escrito e dirigido por Lana Wachowski, que está solo no filme e marca a volta de Keanu Reeves e Carrie Ann-Moss. “Ressurrections” é bem como o nome diz, uma ressurreição da franquia na medida que faz um leve reboot na série apostando em seguir o primeiro filme e aproveitando poucas situações dos filmes subsequentes.

assista “Matrix Ressurrections” nos cinemas (respeite as regras sanitárias das salas)

Trazendo para a nossa realidade atual, o filme aborda questões de liberdade e escolha, individualidade e questiona ainda mais a nossa dependência atual da tecnologia, o que já era o tema dos anteriores principalmente o primeiro. Isso se demonstra nas mudanças de perspectiva do protagonista que não fica preso apenas com Neo (Keanu Reeves).

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Outro ponto importante que é bem mostrado é a questão da dualidade e aceitação que ninguém é bom ou ruim, a gente apenas escolhe o nosso caminho com as opções que são apresentadas. E alguns personagens ganham essa camada a mais que não descaracteriza mas sim eleva a qualidade.

E a questão dos efeitos especiais foi muito bem aproveitada já que no nosso mundo eles também evoluíram, fazendo cada sequência já conhecida do filme ainda mais espetacular. O “bullet-time” está em outro patamar de tão incrível.

O roteiro é muito bem escrito, desenvolvendo bem a história com um bom ritmo não deixando espaço para cenas paradas ou enrolação. As duas horas e meia de exibição valem cada minuto, e tudo faz sentido. Mas claro que não é um primor e nem precisa ser, ele apenas é honesto com a proposta do filme.

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Reeves e Ann-Moss continuam bem a vontade nos papéis de Neo e Trinity parecendo que foi ontem que saíram dos personagens. E junto com novos personagens com destaques para Jessica Henwick (Bugs), Jonathan Groff (Agente Smith) e Neil Patrick Harris (O Analista) e alguns rostos conhecidos da franquia.

Uma das coisas que achei que me incomodaria seria a ausência de Laurence Fishburne como Morpheus mas a sua substituição por Yahya Abdul-Mateen II foi muito bem sacada e bem realista dentro da história. E o ator faz o máximo para reproduzir Fishburne mas dando seu toque individual.

O final, que deixa um pouco a desejar porque é muito dejá-vu do Matrix original, consegue se salvar aos 45 minutos do segundo tempo deixando um gancho e também fechando a história de Ressurrections. Agora depois do filme, fica a pergunta qual caminho a Warner Bros. seguirá? São tantas possibilidades deixadas que quase dá um nó na cabeça.

Agora só resta você escolher a sua sessão e curtir a volta desse fenônemo que está repaginado para as novas gerações.