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divulgação / Paris Filmes

Marighella foi revolucionário ou fora da lei? Você decide!

Longa de estreia de Wagner Moura conta os últimos anos da vida de Carlos Marighella
5/5
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Avaliação: 4 de 5.

Essa semana depois de vários atrasos está chegando aos cinemas “Marighella” o filme que marca a estreia de Wagner Moura como diretor.

Com um elenco liderado por Seu Jorge, Bruno Gagliasso, Luiz Carlos Vasconcellos, Herson Capri, Humberto Carrão, Adriana Esteves, Bella Camero, Maria Marighella, Ana Paula Bouzas, Carla Ribas, Jorge Paz e outros.

assista “Marighella” nos cinemas (respeite as regras sanitárias das salas)

O longa conta a história dos últimos anos de Carlos Marighella, guerrilheiro que liderou um dos maiores movimentos de resistência contra a ditadura militar no Brasil, na década de 1960.

divulgação / Paris Filmes

Comandando um grupo de jovens guerrilheiros, Marighella (Seu Jorge) tenta divulgar sua luta contra a ditadura para o povo brasileiro, mas a censura descredita a revolução. Seu principal opositor é Lucio (Bruno Gagliasso), policial que o rotula de inimigo público nº 1. Quando o cerco se fecha, o próprio Marighella é emboscado e morto – mas seus ideais sobrevivem nas ações dos jovens guerrilheiros, que persistem na revolução.

Não precisa de muito para saber que a ditadura militar aqui no Brasil foi um período turbulento e com ações injustificáveis mostrando o pior lado do ser humano. E que bom que Marighella chega agora num momento também delicado da sociedade brasileira para mostrar o risco do extremismo, da falta de diálogo e de compaixão pode fazer.

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O filme é muito bem feito, tem um roteiro redondo com poucas pontas soltas e com um texto contundente para aquilo que se propõe. E graças ao bom entendimento e ótima escolha de elenco, todos pareceram entender o texto e fazê-lo funcionar.

Maiores destaques são as duplas que protagonizam os atos dos filmes. Em especial as duplas Seu Jorge e Luiz Carlos Vasconcellos como Marighella e Branco, os líderes do grupo revolucionário. Eu achei tão boa a interação entre eles que várias vezes senti que estava lá dentro da situação e pronta para lutar.

Outra dupla bem interessante é Humberto Carrão e Jorge Paz como Humberto e Jorge, dois membros do grupo de resistência de Marighella. Os personagens são tão opostos que chega até ser poético a união deles especialmente chegando mais para o ato final. Difícil não se emocionar com a camaradagem entre eles.

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Outro ponto muito positivo foi a participação de Bruno Gagliasso com o opressor policial Lúcio, tinha certas dúvidas sobre a escalação dele mas queimei a língua e o ator tem uma atuação incrível passando toda a maldade que o personagem pede já que ele é um sumário da opressão em tela.

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Tirando a parte que o filme é um pouco longo e algumas vezes enrola um pouco, as 2h35 de Marighella não vão te cansar. Talvez a versão em menor escala da Dilma feita pela Bella Camero ou então a atuação meio automática de Herson Capri te canse mais.

Agora só resta aproveitar e ir ao cinemas assistir aos momentos finais de Marighella e não importa se você é direita, centro ou esquerda, o importante é ir sem pré-julgamento e com o coração aberto para mais um filme nacional que conta a nossa história. Depois você passa aqui para concordar ou discordar.