divulgação / 20th Century Studios

King’s Man: A Origem e assim começou os clichês.

Falta de alma em história e festival de clichês faz filme ser esquecível
5/5

Avaliação: 2.5 de 5.

Estreia da semana, o terceiro filme da saga “Kingsman” funcionando como um prequel e contando como a agência de espiões começou, “King’s Man: A Origem” é um festival de clichês que funciona pouco.

Quando o primeiro Kingsman chegou em 2015 deu uma chacoalhada no genêro de filmes de espionagem ao misturar ação com comédia e uma trama razoavelmente interessante, já no segundo filme a história já foi diferente, com um roteiro bem fraco mas alguns momentos interessantes e efeitos visuais deslumbrantes mantiveram a chama da franquia acesa.

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Nesse terceiro, que funciona como primeiro, tudo fracassa. Ele tenta repetir o feito do primeiro filme mas falta a originalidade e a novidade que um terceiro filme não pode dar. Praticamente todas as cenas são clichês de filmes já conhecidos e talvez seja proposital para provocar alguma reação na audiência.

O grande e talvez único ponto postivo nas 2h de filme seja a relação entre os personagens de Ralph Fiennes e Harris Dickinson que são respectivamente o Duke de Oxford e seu filho Conrad. A relação dele é puramente baseada no amor de um pai que como todos precisa manter seu filho seguro mesmo quando ele está na idade adulta mas que vai aos extremos para isso. E Fiennes brilha nesse quesito trazendo toda a angústia que precisa.

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Talvez outro ponto positivo a considerar seja que eles colocaram fatos reais na trama, dessa vez foi o iminente início da Primeira Guerra Mundial e que aliado a mais uma vez efeitos visuais incríveis deixou o enredo mais palatável. Pena que a partir do início da Guerra, a trama voltou a desenvolver o seu festival de clichês.

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Entre os personagens principais de King’s Man: A Origem talvez os únicos que se salvam e deixam algo positivo sejam Gemma Arterton e Djimon Hounsou como os primeiros recrutas de Oxford. Eles cumprem bem o papel e dão o máximo que podem para salvar os furos de roteiro. Infelizmente não se pode dizer o mesmo dos vilões que são cópias caricatas e mal feitas de vilões genéricos de filmes A e B. E para falar em fundo do poço, fiquem de olho no Rasputin (Rhys Ifans) que tem as cenas mais embaraçosas de todos os tempos.

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Para não acharem que estou de má-fé com o filme, o final é interessante, conecta bem com os futuros filmes e mostra o potencial que o filme tinha para ser interessante.

Finalizando, o longa funciona se você quiser apenas se divertir e esquecer os problemas da vida por duas horas. Nada mais se salva nesse aqui. E melhor depois desse dar a franquia Kingsman um bom descanso até aparecer uma boa história que mereça ser contada.

O prelúdio das aventuras do grupo de espiões se passa na Primeira Guerra Mundial, e mostra como a equipe se formou e como não tinha problema em partir para ação mesmo sem ordens oficiais. O longa tem a direção de Matthew Vaughn e no elenco Ralph Fiennes (Harry Potter), Daniel Bruhl (Capitão América: Guerra Civil), Aaron Taylor-Johnson (Vingadores: Era de Ultron), Charles Dance (Game of Thrones), Matthew Goode (Watchmen), Gemma Arterton (Principe da Pérsia: As Areias do Tempo) e Harris Dickinson (Trust).