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divulgação / Pandora Filmes

Irmãos à Italiana – Da solidão a amizade | crítica

Angústia e solidão movem filme onde a amizade mostra como a irmandade ajuda no crescimento.
5/5
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Avaliação: 3 de 5.

Fazer um filme baseado na sua própria história, às vezes, pode ser estranho e não se conectar com o público mas isso acontece totalmente ao contrário com “Irmãos à Italiana” uma das estreias da semana. Baseado em fatos reais ocorridos com o diretor Claudio Noce durante sua juventude na Itãilia. O filme é bem tocante, especialmente no início e no fim.

assista nos cinemas (respeite as regras sanitárias das salas de exibição)

O filme apesar de ser longo, duração de 2 horas, tem poucos momentos onde a história não avança. Os melhores momentos, sem dúvida, são a delicadeza da atuação de Mattia Garaci como Valerio, o protagonista do filme. Impossível não sentir a solidão dele com a ausência do pai durante o arco inicial do filme. E isso é bem o que trata o filme, o garoto está em transição da infância para a adolescência sem a figura do pai por perto, sem entender o motivo e sua angústia se torna muito real.

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Sem outra alternativa o garoto se fecha com a última lembrança que tem de seu pai e nesse momento aparece Francesco Gheghi como Christian, um garoto com pouco mais de idade que Valerio que o ajuda a esquecer um pouco do seu drama e a relação dos dois de amizade é a grande sacada do filme. O desenvolvimento da amizade deles é tão bem feito que parece que é um documentário na tela, impossível dizer que é ficção. Palmas para o roteiro e para a direção. A construção de Christian com seu passado aberto também ajuda para deixar todos com a pulga na orelha.

mais um filme europeu com crítica por aqui e também baseado em fatos reais, leia o que achamos de Pedro e Inês: O amor não descansa.

Essa parte do passado de Christian poderia ter sido mais desenvolvida ou ter ido por outro mesmo com as dicas sendo dadas durante o filme mas sem reclamação porque o filme é para celebrar a amizade e o companheirismo pela vida. Até porque podemos encontrar vários irmãos durante nossa jornada e como o filme mostra à italiana eles preenchem bem o que precisamos.

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A relação de Valerio e seu pai, brilhantemente interpretado por Pierfrancesco Favino é outro ponto a se destacar mesmo com toda a autoridade e jeito sisudo dele é comovente ver como seu filho é sua âncora e mexe com ele o tempo todo e ele faz tudo para equilibrar a vida em família com os seus compromissos profissionais. E como sempre a Itália é um personagem a parte onde todas as locações que aparecem transformam o filme de um jeito incrível e bem vísivel.

Então se você é um fan de drama, gosta de ver relações familiares na telona e curte cinema europeu pode assistir “Irmãos à Italiana” sem perigo de não gostar. E depois volta aqui para deixar sua opinião sobre o filme, combinado?