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Inflação em alta faz indústria do cinema repensar custos.

Modelo de filmagem usado há anos pelos estúdios está sendo colocado em xeque devido ao aumento dos custos.

A alta inflação global devido a insistente turbulência na cadeia de produtos está afetando em cheio os orçamentos das produções de cinema. Depois de ficar praticamente um ano parados devido a pandemia do COVID-19, esse ano a indústria está batendo recordes de produções mas dentro dos estúdios, os altos custos para construir os cenários de gravação entrou em pauta.

Segundo um executivo da Legendary Pictures, o custo do material para construção de cenários aumentou em pelo menos de 25% a 30%. Ele salientou que um filme como o mesmo cenário há quatro anos custava metade do preço.

Todas as partes envolvidas no processo reclamam do aumento dos preços, Brian Cooper, dono de um estúdio de gravação comentou: “A inflação atingiu tudo, desde combustível a equipamentos elétricos até a fita adesiva. No geral, estamos enfrentando custos crescentes. Há cinco anos onde eu poderia construir um estúdio de US$ 3 milhões, hoje não sai por menos de US$ 8 milhões.” – sua empresa está construindo um complexo de estúdios em Atlanta, na Geórgia.

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divulgação / NBCUniversal

O vice-presidente de produção da NBCUniversal, Mark Binke, responsável pelas séries “Gaslit”, “Girl From Plainville” e “Queer as Folk” disse que diminuir os impactos do aumento é um dos desafios mais assustadores que ele tem. “A inflação impactou todas as áreas de produção, tanto que é preciso analisar todos os roteiros com antecedência para agrupar vários episódios e aproveitar descontos por volume com os fornecedores.”

Os estúdios estão fazendo malabarismos para manter os custos baixos e combater a inflação. E os estúdios estão aproveitando a crise para fazer grandes mudanças nas suas operações. E um ponto que ajuda as produções são os incentivos fiscais escolhendo as regiões onde os descontos são maiores como Geórgia, Novo México e até a Irlanda ficaram atrativos pela possibilidade de poder economizar entre 15 a 40 por cento em custos, dependendo de onde filmam, desconsiderando certos riscos e possíveis problemas de infraestrutura se eles pode economizar dinheiro suficiente. Esse movimento deve virar tendência segundo executivos do setor que diz que os estúdios estão dispostos a ir para áreas onde estão os maiores incentivos, tudo para amenizar a pressão inflacionária.

Mesmo com todos os problemas com o aumento de custos e a com a inflação dos materiais, a demanda para construção de novos sets para filmagens anda batendo recordes. Como exemplo, na área de Los Angeles as filmagens aumentaram em 40% nos primeiros três meses de 2021. A equação para os estúdios não é fácil porque a demanda por novos conteúdos está em alta e a inflação nos EUA está em alta, a maior dos últimos tempos.

Esse ano, os orçamentos para programação dos produtores de conteúdos estão enormes, a Disney planeja gastar US$ 33 bilhões, a Warner Bros. cerca de US$ 23 bilhões e a Netflix entre US$ 17 a 18 bilhões.

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