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Exorcismo Sagrado | A eterna batalha do bem vs. mal.

FIlme abusa dos clichês do genêro e faz homenagem a clássico do terror. Entretenimento médio apenas.
5/5

Avaliação: 2.5 de 5.

assista “Exorcismo Sagrado” nos cinemas (Respeite as regras sanitárias das salas)

Essa semana tem mais um capítulo da eterna batalha entre o céu e o inferno chegando nas telonas, “Exorcismo Sagrado” (The Exorcism of God) não reinventa a roda, faz um trabalho conservador e homenagea os clássicos filmes com exorcismo.

Com a direção de Alejandro Hidalgo, Exorcismo Sagrado tem no elenco Joseph Marcell (‘Um Maluco no Pedaço’), María Gabriela de Faría (‘Deadly Class’), Will Beinbrink (‘It: Capítulo 2’) e Hector Kotsifakis (‘Luna de Miel’), Raquel Rojas (‘Grachi’), Alfredo Herrera (‘Fear the Walking Dead’), Eloisa Maturen (‘Liz em Setembro’), Juan Ignacio Aranda (‘Obediência Perfeita’) e Christian Rummel (‘The Last of Us: Part II’)

A história diz que ao conduzir um ritual de exorcismo que dá errado e acaba sendo possuido, Padre Peter Williams (Will Beinbrick) comete um terrível pecado. Dezoito anos depois, as consequências do seu pecado voltam para assombrá-lo e acabam desencadeando uma grande batalha entre o bem e o mal.

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Pela sinopse, dá para perceber que o filme é bem traquilo de se entender, sem viradas, surpresas ou algo nesse sentido. Tudo é muito direto na tela. A grande aposta da produção são os efeitos visuais e práticos que utllizam para contar a história. E claro que a homenagem ao precursor do gênero, “O Exorcista” de 1973 dirigido por William Friedkin está bem presente. E nunca machuca copiar algo que deu certo, não é verdade?

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E falando nesses efeitos, apenas a maquiagem se pagou porque os efeitos especiais quando precisavam ser utilizados eram bem canastrões e evidenciava a falta de investimento. Especialmente quando precisavam transformar objetos inanimados em algo físico. Ficou feio.

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Se você não é fan de terror ou pelo menos gosta de saber dos segredos do Vaticano, o filme não vai ser muito interessante especialmente porque os momentos de preparação para as cenas pesadas são bem lentos e podem desagradar. Mas em compensação, o ato final é bem violento, com muita ação e bom capricho de dialógos.

E isso incomoda um pouco, com um trabalho ou esforço maior dos roteiristas pelo menos para polir o texto, que você pode apostar que está cheio de clichês do gênero, poderia ser menos torturante aguentar dois terços do filme. Os atores também não fazem nada espetacular, talvez o maior destaque (o único) seja María Gabriela de Faría (‘Deadly Class’) que interpreta a jovem cuja a alma precisa de salvação. E também tem um segredo que você vai precisar ir ao cinema para descobrir.

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Para não ser injusto, também as interações entre os personagens de Beinbrick e Joseph Marcell (os padres exorcistas do filme) funcionam bem, numa mistura de mestre e pupilo e às vezes pai e filho. E ainda tem uma passagem de bastão um pouco diferente dentro da história.

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A única parte que realmente achei interessante foi a sequência final, quando digo final são as últimas cenas mesmo, onde fica claro que os dois lados que podemos seguir (o bem ou mal) mostram claramente que o tabuleiro está colocado e que suas peças estão prontas para serem movimentadas. E o final, incrivelmente, dentro de um filme médio me fez pedir por uma sequência. Tomara que aconteça.

O filme foi indicado no Fantastic Fest na categoria Melhor Filme de Terror, e considerando tudo ele é um produto razoável mas muito nichado que vai agradar apenas quem gosta do terror. Mas caso nenhuma opção que esteja na sua sala de exibição favorita te agrade, assista esse que você vai sair da sessão já sabendo tudo sobre filmes de exorcismo.