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The Order - Netflix

crítica | Estágio em Magia

A Ordem na nova série do Netflix é tentar fazer mágica sem elementos mágicos convincentes.
5/5
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Avaliação: 2 de 5.

Se Harry Potter teve o luxo de frequentar Hogwarts por quase 7 anos, Jack Morton tem que torcer pra passar no processo seletivo do curso de magia de sua universidade! The Order é a mais nova série de mistério e fantasia produzida pela Netflix. Ela foi criada por Dennis Heaton e escrita por Shelley Eriksen, Rachel Langer, Jennica Harper, Penny Gummerson e Jason Filiatrault. Entre as empresas responsáveis pela sua produção está a Nomadic Pictures.

assista aqui “The Order” a nova série de magia do Netflix

A série é protagonizada por Jack Morton (Jake Manley), um jovem órfão de mãe recém-admitido na Universidade de Belgrave. Contudo, os objetivos de Jack estão longe do meio acadêmico. O seu interesse está focado na Ordem Hermética da Rosa Azul, uma antiga sociedade secreta que recruta calouros para aprenderem a usar magia. Jack e seu avô, Peter Morton (Matt Frewer), planejam utilizar os conhecimentos das artes místicas da Ordem para se vingarem de Edward Coventry (Max Martini), pai de Jack e responsável pela morte de sua mãe.

(“The Order”/Netflix)

No entanto, os recrutas devem passar por uma série de testes aplicados por Kyle (Jedidiah Goodacre) e Alyssa Drake (Sarah Grey) para se provarem dignos de entrarem na Ordem. Dessa forma, Jack deve provar o seu valor para ingressar neste universo de magia, criaturas fantásticas e sociedades secretas que parecem dominar o campus.

The Order aposta em uma sucessão de acontecimentos marcantes ao longo dos seus episódios para mover a trama. Contudo, tanto o desenvolvimento dos personagens quanto a construção do universo mágico não acompanham a velocidade com a qual a história procede. Dessa forma, The Order nos apresenta uma série de personagens estereotipados e desinteressantes cujas personalidades variam desde o tedioso recruta Brandon (Aaron Hale) até à irritante Lilith Bathory (Devery Jacobs). Inclusive, os nomes dos personagens coadjuvantes são facilmente esquecíveis na primeira metade da temporada.

(“The Order”/Netflix)

O romance entre os personagens de Jake Manley (iZombie) e Sarah Grey (Power Rangers) é clichê, fraco e forçado. A química entre os atores é razoável, mas o desenvolvimento limitado tanto dos personagens quanto da relação empobrece o drama que paira sobre os dois. Por outro lado, as motivações do antagonista interpretado por Max Martini (13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi) são elaboradas de forma muito superficial, o que torna o personagem pouco engajante como a ameaça que deveria representar na série. Um personagem (se não o único) que rouba a cena nas poucas oportunidades que tem é o Prof. Eric Clarke (Sam Trammell), que demonstra grande carisma em seu papel como professor de Introdução à Ética na universidade.

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A trama é dividida em cinco partes (Semana Infernal, Introdução à Ética, Volta ao lar, Nada a declarar e Finais) e cada uma dessas partes apresenta conteúdo suficiente para ser explorado por uma temporada inteira, mas a condensação dos temas em dois episódios por parte torna os arcos confusos e maçantes. Dessa forma, a série utilizada cliffhangers ao final de cada episódio (incluindo um gigante no final da temporada) para manter o telespectador interessado. O enredo só começa a tomar uma forma mais definida à partir da segunda parte, mas não sem deixar muitas dúvidas pelo caminho.

(“The Order”/Netflix)

A série não deixa de introduzir alguns conceitos de magia inovadores na produção, mas peca ao demonstrar a incapacidade de encontrar um tom que valorize esse conteúdo. A tentativa de ostentar um clima de mistério e perigo com os cenários e figurinos mágicos da Ordem fraqueja quando contraposta com a ambientação teen/college da história. Essa oposição faz com que nem o conteúdo nem os personagens convençam o espectador da seriedade dos temas abordados. Portanto, a série falha em apresentar tanto um elemento mágico cativante quanto um tom coerente.

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The Order é uma produção que tenta fazer muito sem dar valor ao que tem. A ideia e conteúdo sofrem com as decisões criativas para a história e os personagens, o que produz uma série sem brilho para o gênero. As poucas ideias originais não compensam nem o potencial perdido nem o tempo gasto assistindo o seriado. Quem quiser atender ao chamado da Ordem Hermética da Rosa Azul que o faça por risco próprio, mas sugiro buscar uma eletiva em Ética no lugar. Se a Netflix queria mais conteúdo mágico era melhor ter introduzido o resto dos filmes de Harry Potter no catálogo.