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divulgação / Paris Filmes

Espiral, o Legado de Jogos Mortais e vamos jogar novamente.

Tentativa de revitalizar franquia de sucesso não acontece e leva filme a um espiral de cópias baratas e sustos requentados.
5/5
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Avaliação: 2.5 de 5.

Terminar ou recriar uma série de sucesso nunca é fácil, e essa é a tarefa de Espiral: O Legado de Jogos Mortais o nono filme da bem sucedida franquia de terror Jogos Mortais. E esse filme é o primeiro sem a onipresente participação de Jigsaw. O filme de Darren Lynn Bousman que faz sua terceira colaboração para a série, tem o elenco comandado pelos excelentes Chris Rock e Samuel L. Jackson.

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O filme na verdade só aconteceu porque Rock conseguiu convencer os executivos da Lionsgate que tinha uma história que faria sentido depois dos acontecimentos de Jogos Mortais: Jigsaw. E com a aprovação do estúdio essa história que mostra os esforços da polícia em encontrar um imitador do original Jigsaw que está matando policiais. Liderando a força tarefa está o Detetive Banks (Rock) que após desavenças com seus companheiros é mau visto na força e forçado a trabalhar com um detetive novato (Max Minghella). Ainda ressentido Banks descobre uma trama sinistra envolvendo um antigo caso, o legado de seu pai e o famoso assassino serial.

Bem, por onde começo, Espiral tenta com muita vontade recriar o ambiente assustador e claustrofóbico da franquia Jogos Mortais seja com os aparatos assassinos, com os “convites” para o jogo e até com o novo boneco, prefiro o Billy mas esse em algumas cenas até assusta mais. A trama não é genial, roteiro tem muitas horas que é previsível até demais perdendo um pouco da graça e garanto que vai fazer fácil você descobrir quem é o novo serial killer da história. Depois volte aqui e me conta.

divulgação / Paris Filmes

O elenco, como disse, é bem escalado. Surpreende positivamente a atuação de Chris Rock em um filme com mais carga dramática mas é claro que ele solta as suas piadas, bem ao seu estilo, várias vezes fazendo uma quebra até interessante no andamento. Samuel L. Jackson faz o que ele faz em todos os filmes literalmente. Eles junto com Max Minghella formam a trinca principal, e Minghella faz trabalho razoável e não pareceu à vontade em algumas cenas.

Maligno é mais um filme de terror com crítica por aqui.

O mais interessante para mim foi o pano de fundo da história do Detetive Banks que ajuda muito Rock a colocar camadas no personagem e deixar tudo mais verossímil. Como ele interage com todos esse background ajudou, vai por mim. Os efeitos visuais e práticos não estão ruins mas com certeza não estão no nível dos filmes anteriores, pode ser pelo corte de orçamento mas não estragam.

divulgação / Paris Filmes

Talvez fosse melhor aproveitar os elementos já conhecidos dos anteriores ou pelo menos a atmosfera de sustos que eles proporcionam e começar do zero porque essa versão ficou aquém do esperado talvez por não ter os elementos principais de Jogos Mortais, Jigsaw e o boneco Billy e os jogos perversos do personagem não causam os sustos necessários e deixam o filme quase como uma cópia barata do original.

Se você gosta do gênero pode assistir Espiral: O Legado de Jogos Mortais sem problemas porque vai ter alguns, talvez muitos, sustos durante os 90 minutos e pelo jeito que anda o cinema, com certeza nasceu outra franquia, de sucesso? Somente o tempo dirá.