Era Uma Vez um Tarantino!!

Nono filme do diretor tem falhas demais mas em vários momentos mostra a essência que o consagrou.
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Tempo de leitura: 4 minutos

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E finalmente chegou o nono filme da carreira do grande diretor Quentin Tarantino, Era Uma Vez..em Hollywood. E como foi difícil escrever essa crítica meus estimados Cine Fans. Após o trailer, ela começa!

Era Uma Vez em Hollywood – Sony Pictures

Bem, vamos ao filme. Mais uma vez o diretor criou o seu universo paralelo para recriar os fatos que conhecemos, nesse caso em especial a Hollywood glamourosa do final dos anos 60 e também toda a brutalidade e terror que a Família Manson causava na época.

+ AQUI: Nova aventura do amigo da vizinhança herda o espólio de Ultimato, diverte mas derrapa em alguns momentos.

Quando eu soube qual seria a história do filme fiquei empolgado e receoso por causa do assassinato da atriz Sharon Tate (Margot Robbie no filme) que se passa bem nessa época. Na parte com spoilers abordarei esse assunto mas vamos começar a falar do filme em geral e sem spoilers para todo mundo poder ler antes de assistir o filme e voltar aqui para ver se concorda comigo ou não.

Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie – “Era uma vez…em Hollywood” – Sony Pictures

Vou falando logo de cara que achei o filme bom, nada espetacular. E está longe de ser um dos melhores do Tarantino mas pelo menos é melhor que os Oito Odiados. Apesar que isso não quer dizer muito. Falando da história eu achei um pouco complicada de entender porque as narrativas apresentadas ficam concorrendo e os gêneros ficam pulando deixando você um pouco perdido.

Um ponto muito alto são as atuações dos principais Brad Pitt e principalmente Leonardo DiCaprio nos papéis de Cliff Booth e Rick Dalton respectivamente. Eles na verdade estão muito acima da história apresentada, com DiCaprio muito à vontade no papel praticamente roubando o filme para si. E olha que roteiro é um dos pontos fortes do Tarantino,

+MAIS: Comédia com dupla improvável Seth Rogen e Charlize Theron surpreende, funciona e realmente é um bom passatempo.

Talvez esse roteiro abaixo do padrão pode ser o motivo que me deixou um pouco decepcionado pois sempre espero mais dos filmes do diretor. Até as cenas mais pesadas são poucas, apenas um momento me fez lembrar os bons tempos do Tarantino. Pelo menos a trilha musical continua espetacular.

A PARTIR DESSE PONTO, SPOILERS DO FILME QUE IRÃO PREJUDICAR SUA EXPERIÊNCIA NO CINEMA. VOCÊ FOI AVISADO!

Bem, agora vamos falar com spoilers, como mencionei acima as duas narrativas que foram apresentadas ficaram o tempo todo em conflito para mim apenas se reconciliando no final, que diga-se foi sensacional. Com toda aquela verve sanguinária e visceral que o diretor é conhecido.

Brad Pitt e Leo DiCaprio – “Era Uma Vez em Hollywood” – Sony Pictures

Outro ponto excelente mencionado foram as atuações de Leo DiCaprio, principalmente e Brad Pitt. Queria poder também elogiar a Margot Robbie mas o papel dela, na minha opinião, foi menor que eu esperava. Apesar que ela tem algumas cenas bem interessantes, principalmente quando o filme mostra as inseguranças de Sharon Tate buscando a aprovação da audiência.

+MAIS: Tudo aquilo que precisa ser comentado no mundo do entretenimento vai aparecer aqui, vem ouvir o Tinha que ser Mulher.

Como mencionado o filme é dele, de Leo DiCaprio que tem uma atuação espetacular se sentindo muito à vontade no papel do ator que já foi um astro e está vendo sua carreira entrar em declínio. É incrível ver as camadas e a profundidade que ele tem no filme. ponto alto para mim são as cenas onde Tarantino usa da metalinguística de um produção dentro da produção e faz do personagem de DiCaprio fazer outro personagem.

Julia Butters e Leonardo DiCaprio – “Era Uma Vez em Hollywood” – Sony Pictures

Mas como disse no início da parte de spoilers, achei muito confuso e conflitante as mudanças repentinas de gêneros no filme (recurso já utilizado pelo cineasta mas que nesse cansou!) e na minha opinião as duas narrativas dentro do filme não se conciliam, na verdade só no final – espetacular e digno de Tarantino.

E nem precisa falar da trilha sonora porque ela está no nível de todos os filmes do diretor e ela te ajuda a deixar a sessão de cinema mais imersiva. Bem, finalizando esse longo review digo que esse é um filme melhor que o anterior mas bem abaixo dos filmes do auge da carreira do roteirista e diretor. Tomara que seja uma fase porém me deixa triste imaginar que realmente ele estava certo que o limite dele são 10 filmes.

Recomendo o filme mas não esqueça de comprar o guaraná e a pipoca porque são 2h40 de sessão. Bom Filme e até a próxima!

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