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divulgação / Warner Bros. Brasil

Em um Bairro de Nova Iorque e a importância da comunidade

História pessoal que honra a imigração latina na cidade, filme mostra uma narrativa energética e com fusão de ritmos.
5/5
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Com direção de Jon M. Chu (Podres de ricos), a adaptação do musical de 2008 de Lin Manuel Miranda, “In the Heights” no Brasil, “Em um Bairro de Nova Iorque, estreia 18 de junho no Brasil simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max. O filme conta a história do bairro tradicionalmente latino de Nova Iorque, Washington Heights, onde acontece uma rica convergência de culturas.

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O local – um personagem à parte – ganha vida através dos seus moradores, como o UsNavi (Anthony Ramos), dono de uma bodega que sonha em voltar para a República Dominicana; Vanessa (Melissa Barrera), estilista que quer se mudar para o outro lado da cidade; Abuela Claudia ou Abuelita (Olga Merediz), a matriarca do bairro e Nina (Leslie Grace), a primeira pessoa da sua família a ir para a faculdade.

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Somos apresentados as narrativas pessoais dos personagens e seus dilemas internos, mas o que dá vida a história é a comunidade que eles formam, juntos. In the heights é uma celebração da comunidade latina de Nova Iorque e sua cultura. É uma celebração da resistência pessoal e coletiva desse povo.

A adaptação cinematográfica de In the Heights foi muito esperada pelos fãs do musical, que estreou na Broadway em março de 2008 com aclamação da crítica, concorrendo, no mesmo ano, a treze Tony Awards e ganhando quatro, incluindo melhor musical, melhor trilha sonora e coreografia. Cheio de cor, coreografias grandiosas e uma trilha sonora vibrante que mistura hip-hop, salsa, merengue e o estilo tradicional da broadway, In the Heights é pulsante. Em boa parte, o filme faz jus ao brilho do musical e a sua grandeza.

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O elenco é um show à parte, em especial Anthony Ramos, que incorpora com perfeição o narrador da história, Usnavi, e Olga Merediz, que dá vida a abuelita e emociona todos com a sua performance de “Paciencia y fe”. Com uma direção maximalista, nem tudo funciona em In the heights. Os diálogos, cortes e efeitos gráficos podem parecer piegas e datados. O primeiro ato é a parte mais “desajeitada” do filme, mas o calor e o carinho colocados na obra e o segundo ato, que chega com uma carga emocional maior e números mais bem coreografados, compensam e deixam uma impressão positiva.

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Alguns números que merecem ser destacados são a abertura musical de 8 minutos, que cria a atmosfera do resto do filme; o eletrizante “Carnaval del barrio” e “When the sun goes down”, um dueto com uma direção surrealista que retrata o otimismo do primeiro amor. Os fãs de longa data de Lin Manuel Miranda irão perceber as semelhanças entre In the heights e seu trabalho posterior, Hamilton, sucesso dentro e fora da Broadway.

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Os dois trabalhos ecoam-se tanto nas temáticas, quanto sonoramente. A evolução da escrita e composição de Miranda também fica clara ao comparar os dois musicais. In the heights veio primeiro, mas a narrativa energética e fusão de ritmos foi aperfeiçoada em Hamilton. Isso não tira o mérito do primeiro trabalho de Miranda, que conta uma história imensamente pessoal e honra suas origens latinas.

In the Heights é apenas uma das esperadas adaptações cinematográficas de musicais que estreiam em 2021. Em setembro é a vez de Dear Evan Hansen, dirigido por Stephen Chbosky (As vantagens de ser invisível). Já em dezembro, chega aos cinemas o remake do clássico Amor Sublime Amor, com direção de Steve Spielberg.