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divulgação / Warner Bros. Pictures

Duna, finalmente a versão que merecemos

Com roteiro bem feito, boas atuações e efeitos visuais fantásticos, obra faz jus ao trabalho de Frank Herbert.
5/5
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Avaliação: 4 de 5.

Depois de muitos anos, algumas versões bem questionáveis finalmente chegou aos cinemas a versão mais completa e que faz justiça a incrível obra de Frank Herbert, “Duna” de Denis Villenevue é a estreia da semana.

assista “Duna” nos cinemas (respeite as regras sanitárias das salas)

Com um roteiro melhor preparado e visualmente impactante, fazendo você acreditar que Arrakis existe em algum lugar. A obra clássica de Frank Herbert finalmente chegou a tela numa belíssima obra prima que consegue capturar toda a tragédia, drama, os conluios, as jogadas políticas e o misticismo da obra.

E pensar que a Herbert escreveu o livro em 1965 e como uma obra espetacular que é, ficou atemporal. Todos os esquemas, as traições, o jogo da política continuam iguais hoje àquela época.

Para quem não conhece, Duna conta a história de Paul Atreides, um jovem brilhante e talentoso nascido em um grande destino além de sua compreensão, que deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua família e seu povo. Enquanto forças malévolas explodem em conflito pelo suprimento exclusivo do planeta do recurso mais precioso que existe – uma mercadoria capaz de desbloquear o maior potencial da humanidade – apenas aqueles que podem vencer seu medo sobreviverão.

divulgação / Warner Bros. Pictures

Apoiado por um roteiro bem feito de Jon Spaihts, Eric Roth e do próprio Villeneuve, o elenco liderado por Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac e Jason Momoa teve muito espaço para crescer na tela, sendo que Chalamet brilha como Paul Atreides e sua tragédia em família que o força a se tornar o herói que ele sempre tentou fugir.

veja os teasers apresentando os membros da Família Atreides

Diferente do filme de 1984, Villeneuve toma o seu tempo para esmiuçar a trama para deixar tudo bem explicado especialmente o conflito entre o povo do Deserto e os Harkonnen. As tramas secundárias também com tempo ficam mais interessantes.

Impossível não fazer um paralelo entre o comércio da Especiaria e todos os esquemas entre as famílias feudais do filme com a busca por mercado no mundo globalizado, mais uma visão antecipada de Herbert.

divulgação / Warner Bros. Pictures

Talvez o único porém do filme sejam as lutas, o escudo tirou um pouco do impacto dos combates mano a mano, inclusive a incrível luta (muito bem coreografada) de Duncan (Jason Momoa) contra um batalhão inteiro ficaria mais épica sem o escudo.

Acredito que notaram que não falei de Zendaya no filme, pois bem ela tem pouco tempo na tela. Pouco mesmo contando que o filme tem quase 2h e meia de duração mas pelo que ato final dessa primeira parte, pois é esse filme cobre quase até metade do livro, sua personagem Chani vai ser de grande importância na sequência.

Não mais a dizer a não ser para você ir ao cinema (se estiver confortável com a ideia) e apreciar essa nova obra prima que, com certeza, será lembrada por muito tempo. Agora o negócio é segurar a ansiedade e a expectativa para a segunda parte de Duna.