Crítica: The Politician – T1

Nova série de Ryan Murphy mostra como a ambição e a política mudam a atitude e o caráter das pessoas quando se é jovem e influenciavel.
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Tempo de leitura: 3 minutos

assista a temporada de “The Politician” no NETFLIX (*sujeito a assinatura do serviço)

The Politician – © Netflix Inc.

É improvável que você não conheça o nome de Ryan Murphy, mas por acaso você leve uma vida mais normal do que ficar atento aos mínimos detalhes de qualquer pedaço de entretenimento que consume, saiba que Ryan Murphy é o criador de várias das séries de com popularidade e qualidade dos últimos tempos. Desde Glee a American Horror Story, ele consegue transitar entre produções com camadas, parecendo simplistas e divertidas na superfície, mas recheadas com críticas e subtemas relevantes. Não seria diferente com The Politician, recente estreia com sua assinatura.

The Politician – © Netflix Inc.

A série acompanha o jovem Payton Hobart (Ben Platt), um estudante no último ano do ensino médio que tem como objetivo de vida torna-se presidente dos Estados Unidos. Como Payton aspira tanto desde a infância, passara a sua vida estudando as biografias de todos os antigos governantes do país a fim de mimetizar os passos que o levariam ao sucesso, e um deles envolve ganhar as eleições para o grêmio estudantil daquele ano. Assim, acompanhamos a falta de escrúpulos e a tenacidade que engloba a corrida política.

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Uma das qualidades da série, presente em produções anteriores de Murphy, é a existência de um grande número de personagens com relevância que transladam em volta do protagonista. Embora a princípio pareçam rasos, com o passar dos episódios vão gradativamente sendo bem desenvolvidos e ganhando novas dimensões e assim, a empatia do telespectador. Isso se faz mérito tanto de um bom roteirista quanto de uma boa escalação de elenco.

The Politician – © Netflix Inc.

Destaque especial para Gwyneth Paltrow que atua como Georgina Hobart, mãe de Payton, e que entrega de maneira real todo amor e medo que esta sente em relação à ambição feroz do filho. Nesta nota, também vale a pena ressaltar a dinâmica da atuação que envolve o arco de Infinity (Zoey Deutch) e Dusty ( Jessica Lange), respectivamente uma menina que sofre com câncer e sua avó, sobre as quais não é possível estender-me no momento sem estragar o resto da trama.

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No entanto, apesar do roteiro amarrado e da direção incrível, a série estaria a perder não fosse pela afiada atuação de Ben Platt. É sempre complicado tratar de política, e sim, já houve House of Cards que trouxe um protagonista que atraía a atenção do público, mas que todos reconheciam (ou deveriam, né) que aquele se tratava de uma pessoa inescrupulosa e ruim. No caso de The Politician também temos um a protagonista que mostra todas as deteriorações de caráter que a ânsia pelo poder podem trazer. Nas mãos de ator pior, facilmente Payton Hobart seria insuportável de se assistir por mais de um episódio, o que não acontece já que Platt traz uma atuação hipnotizante e conquista a empatia mesmo depois das piores ações.

The Politician é recomendável de ser assistida. É um retrato de todo cenário político e a manipulação e ansiedade que ocorre por traz de uma campanha, além da falsidade e hipocrisia que são às vezes mascaradas com um aperto de mão numa minoria. Nos primeiros episódios as alegorias ficam bastante escancaradas, mas com o passar do tempo vão ganhando fluidez e é possível você se pegar envolvido pelos valores distorcidos deste candidato.


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