Crítica: Rambo – Até o Fim

Herói dos anos 80 volta para mostrar que ele continua na luta contra tudo e contra todos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

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Rambo: Até o Fim – Imagem Filmes

Mais uma aventura do herói americano de guerra chegando as telonas, e dessa vez parece ser a derradeira mas deixaremos isso mais para a frente. Então, mais uma vez Stallone afia sua faca, faz sua cara de mau e deixa a audiência de olhos vidrados no que acontece na tela.

+AQUI: Continuação de clássico do terror mantém a atmosfera do filme anterior e amplia a mitologia do palhaço assustador.

Dá para perceber que o ator/roteirista não quis fazer nada complicado (como acontece em todos os filmes do Rambo – talvez exceto pelo primeiro que é baseado no livro) e ele consegue dividir bem a história em poucos atos.

“Rambo – Até o Fim” – Imagem Filmes

No primeiro ato pegamos onde acabou o quarto filme com John Rambo morando no rancho da família no Texas vivendo com Maria e sua neta Gabrielle que ele considera como sua sobrinha, e essa relação entre os dois é um dos pontos altos do filme. Principalmente quando a jovem promove a primeira virada (bem esperada) na história.

Outro ponto legal no filme é como Stallone consegue colocar assuntos atuais junto com a sua temática violenta e vingativa. Nesse filme temos as influências dos cartéis mexicanos com o tráfico de pessoas para exploração sexual. Agora que muita gente vai reclamar e torcer o nariz porque nessa parte mexicana do filme é que Rambo vira o personagem que estamos acostumados.

Tudo bem, você pode reclamar da violência gráfica e ridícula quantidade de sangue falso que colocam nas cenas mas para o personagem toda essa situação não é gratuita e na sua mente perturbada faz sentido pois vendo a violência e o vazio da guerra ele não acredita mais que exista bondade nas pessoas, e lembrem-se que quando o primeiro filme saiu o Presida dos EUA era o Reagan, de extrema direita que adorava essa mensagem do herói americano de guerra derrotando todos os inimigos.

“Rambo – Até o Fim” – Imagem Filmes

Mas não vou me aprofundar para não ficarmos de mal, certo? Afinal todos aqui somos fans de cinema e dos bons filmes.

+MAIS: Com uma trilha espetacular e uma história que agrada bastante, longa se torna o xodó da temporada.

Seguindo em frente no filme, o México deixa muitas perdas e um rastro de ódio e vingança mas também traz a pequena mais bem conduzida participação de Paz Vega como uma repórter com um drama do passado que está interessada no mesmo grupo que Rambo quer atingir.

Agora sim que chegamos ao ato final que reconheci o personagem que assisti há 30 anos e que mesmo que assuste faz sentido toda a sua loucura. Nessa hora chama-lo de “Exército de um homem só” nunca fez tanto sentido porque ele literalmente detona um cartel inteiro com façanhas que só o Rambo poderia nos proporcionar. E aquele final , meu deus, até agora estou impactado – pode ficar tranquilo que não vai ter spoiler nesse texto – com a sequencia inteira, talvez ela seja o maior motivo para você assistir o filme mas como já disse mais de um vez aqui.

Nada de reclamar da violência e do sangue que são um boa parte da 1h40 min. de filme mas lembre-se que o Rambo é um herói dos anos 80, onde também era errado e proibido fazer isso mas quem mandava aceitava e acho que gostava de mostrar que era melhor que os outros.

Então todos no cinema vendo a despedida do Rambo, até porque por mais que o Stallone faça esse papel com maestria eu acho que não aguenta outro. E que venham os heróis do século XXI.

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