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Crítica | O Farol – Solidão e Loucura

Terror psicológico que excede em todos os níveis possíveis e que merece atenção pela sua qualidade.
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Fala aí galera do Cinefans! Hoje tem mais resenha de filme! O Farol (2019) é o mais novo filme de terror psicológico do diretor Robert Eggers (A Bruxa). Bora conferir o que eu achei?

Ephraim Winslow (Robert Pattinson) e Thomas Wake (Willem Dafoe) “O Farol” – RT Features; A24; Regency Enterprises/A24 (EUA) e Focus Features (Internacional)

A trama gira em torno de dois homens isolados do mundo por cerca de 30 dias em uma ilha onde se encontra um farol. O novato Ephraim Winslow (Robert Pattinson) fica encarregado das tarefas diárias da ilha e da manutenção do farol; e o veterano Thomas Wake (Willem Dafoe) fica responsável pelo plantão noturno da luz do farol. Com o passar do tempo, a relação entre os dois começa a se desgastar devido ao isolamento, às diferenças hierárquicas e de idade, e às adversidades pelas que a ilha do farol enfrenta. Dessa forma, os faroleiros começam a enlouquecer e a adotarem posturas abusivas para com o outro.

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O filme toma inspiração nas obras de contistas de terror clássicos como Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft. Dessa forma, os temas da verdadeira natureza do ser humano e o papel das superstições na psique do mesmo são temas bastante explorados pelo longa-metragem. Portanto, o foco da narrativa se concentra na lenta e gradual transformação dos dois personagens em loucos agressivos. Enquanto Ephraim Winslow demonstra ser um jovem perfeitamente saudável e focado ao chegar na ilha do farol, Thomas Wake já apresenta sinais de delírio e violência que só vão se acentuando. Consequentemente, a relação entre os dois chega a um ponto limite no que diz respeito ao acesso à luz do farol, que assume involuntariamente a imagem de uma deidade. A disputa leva os personagens a realizarem atos nefastos e cruéis que desencadeiam consequências terríveis para os dois.

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Filmado em preto e branco com uma câmera 4:3; o longa-metragem apresenta uma cinematografia excepcional que proporciona uma intencional sensação de desconforto desde o primeiro segundo de filme. Outro aspecto marcante o filme é a sua trilha sonora impecável; pode se dizer que é a verdadeira alma do filme, pois o verdadeiro suspense e terror se encontram na tensão criada pela música de Mark Korven (A Bruxa). Além disso, os aspectos técnicos como ambientação, figurino, maquiagem e efeitos visuais também foram muito bem executados.

Ephraim Winslow (Robert Pattinson) “O Farol” – RT Features; A24; Regency Enterprises/A24 (EUA) e Focus Features (Internacional)

Por um lado, a performance de Robert Pattinson (O Rei) é surpreendente. O talentoso ator convence na pele de um faroleiro jovem, desconfiado e cético; e se afasta cada vez mais da imagem do eterno Edward Cullen da Saga Crepúsculo. A capacidade de interpretar personagens com uma carga emocional conflitante se tornou uma de suas principais características e um diferencial marcante entre os atores de hoje. Uma carreira para se acompanhar de perto e com grandes expectativas. Por outro lado, a performance de Willem Dafoe (No Portal da Eternidade) é brilhante. O ator veterano das telonas consegue vender a imagem de um faroleiro velho, misterioso e supersticioso com maestria. Além disso, ele realça o seu talento para interpretar personagens com tendências à loucura através de seus monólogos sombrios e marcantes. É um verdadeiro privilégio assistir uma de suas melhores performances até hoje.

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Thomas Wake (Willem Dafoe) “O Farol” – RT Features; A24; Regency Enterprises/A24 (EUA) e Focus Features (Internacional)

Apesar de ser um filme de terror psicológico, a minha experiência não foi de medo, mas de apreensão e suspense na maioria dos momentos e um único susto. De qualquer forma, o gênero singular do longa-metragem não falha na sua proposta e entrega exatamente o que propunha. Entretanto, não me sinto nem um pouco tentado a assistir ao filme uma segunda vez devido ao seu ritmo lento e a sensação de monotonia em sua maior parte.

+também: Série desperdiça chance de criar algo épico, e será mais lembrada pela música chiclete do que pela história.

No entanto, os louros são do vencedor e o filme é excepcional em toda a sua elaboração e execução. No Festival de Cannes 2019, O Farol ganhou o prêmio de Melhor Filme da Quinzena dos Realizadores. Dentre as companhias de produção agraciadas com o prêmio está a brasileira RT Features ao lado da A24 e da Regency Enterprises; a distribuição ficou a cargo da A24 (EUA) e Focus Features (Internacional).

Ephraim Winslow (Robert Pattinson) e Thomas Wake (Willem Dafoe) “O Farol” – RT Features; A24; e Regency Enterprises/A24 (EUA) e Focus Features (Internacional)

Portanto, O Farol é um filme de terror psicológico que excede em todos os níveis possíveis e que merece mais atenção pela sua qualidade. Os fãs do gênero não vão se decepcionar com a experiência.

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