Crítica: Minha Mãe é uma Peça 3

Continuação da franquia derrapa em roteiro cheio de furos e deixa a gente com a pergunta: Era preciso mais um filme?
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Olá pessoas que leem as barbaridades que comento sobre filmes! Espero que estejam todos bem! Final de ano cheio de surpresas e produções, mas o que não é nem um pouco surpresa é a mais nova sequência que ninguém pediu da franquia… “Minha mãe é uma peça”! 

Provavelmente a cabine que, pessoalmente menos gostei de fazer (pelo longa em si), o terceiro filme de dona Hermínia, estrelado pelo ator Paulo Gustavo trouxe para nós mais algumas risadas… Mas nada além disso. Precisamos falar, mesmo que de forma superficial, sobre sequências (além de “de pernas pro ar”) que não tinham a menor necessidade de existir, mas existem porque um filme de comédia que faz sucesso no Brasil nunca é demais. 

+aqui: em Um Dia de Chuva em Nova York, Consagrado diretor aposta em elenco jovem para suavizar o roteiro denso.

A história, dessa vez, narra a angústia de dona Hermínia para com seus filhos, que agora cresceram de vez e cada vez mais se afastam da dona de casa. Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai se casar e Marcelina (Mariana Xavier) anuncia para a mãe que está grávida, fazendo assim da senhora, avó. Sem mais filhos para criar, dona Hermínia precisa ocupar sua cabeça com outras coisas, tendo em vista que viveu a vida toda para os filhos.

MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 © Downtown Filmes / Globo Filmes

O longa é engraçado? É! Tem um timing ótimo de piadas? Sim! Traz conteúdo relevante em alguns trechos do filme? Não. A proposta do filme era retratar o amor, de mãe, de avó, de irmãos, de marido/esposa. Mas infelizmente é um filme que não traz nada de novo, com um roteiro embarrigado e corrido para caber em 111 minutos (ou 1h51min para os preguiçosos) de trechos com muito pouca conexão. Nada é bem explorado nesse filme, tudo fica extremamente superficial.

+também: baseado em livro de Thalita Rebouças, Ela Disse, Ele disse mostra como é difícil ser adolescente para elas e para eles.

Qualidades? Temos! A primeira meia hora de filme pode ser péssima, mas o resto do filme deixa o público dando altas risadas (inclusive minhas na sala de cinema). Mas não é só disso que se trata. O elenco é muito bem escolhido, contamos com nomes como Herson Capri, Samantha Schmütz, Alexandra Richter entre outros atores e atrizes que têm muita química e mostram um entrosamento absurdo, o que não é mais que a obrigação deles, visto que já é a terceira produção realizada de “minha mãe é uma peça”. 

MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 – photo by Jessica Perez © Downtown Filmes / Globo Filmes

Cinefans, querem um conselho? Assistam. É um filme muito família e o tipo de longa que não serve para absolutamente nada além de rir e se identificar com alguns dos trechos presentes no filme. Eu, particularmente, acho que é dinheiro desperdiçado. Quem assistiu os dois primeiros filmes, assistiu o terceiro. Quando todos menos esperarmos, o filme já vai estar disponível na TV a cabo, de graça, para desfrutarmos de um conteúdo desnecessário, irrelevante, mas engraçado.

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