Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Cinefans no Oscar hoje é dia de Vice
"Vice" - Imagem Filmes

“Realmente Vice?”

5/5
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Christian Bale literalmente se transforma na figura de ex-vice presidente americano e entrega um bela atuação.

Filmes biográficos são os queridinhos das grandes premiações do cinema mundial. O interesse do espectador aumenta ainda mais se a pessoa a ser retratada levantar polêmicas e questionamentos. Na véspera do Oscar, acompanhamos nas telonas uma história polêmica sobre uma figura ardilosa de um país controverso nas políticas externas: Dick Cheney. O ex-vice-presidente de George W. Bush conta com uma trajetória repleta de tramas e jogos de poder, perseguindo apenas um objetivo: a presidência.

*clique aqui para comprar seu ingresso para assistir “Vice” nos cinemas.

“Vice” narra todos os passos dados por Dick Cheney (Christian Bale) para ascender politicamente e, finalmente, chegar ao fatídico momento em que seu poder estava em seu auge: o atentado de 11 de setembro de 2001. Impulsionado por Lynne Cheney (Amy Adams), sua esposa, o ex-bêbado persegue uma carreira em devoção ao poder e aos Estados Unidos, impulsionado por seu ex-chefe, Donald Rumsfeld (Steve Carell).

Suas habilidades políticas e de persuasão são bem aproveitadas a capital estadunidense, Washington, seu lugar de brilhar. Todavia, ele tem que coordenar seu vício pelo poder com um sério problema de saúde e conflitos ideológicos entre família e o Partido Republicano.

“Vice” – Imagem Filmes

Dirigido por Adam McKay (“A Grande Aposta”) o filme está concorrendo a oito categorias no Oscar: Melhor Maquiagem, Melhor Edição, Melhor Roteiro Original, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Filme. Além disso, “Vice” já recebeu uma estatueta do Globo de Ouro de Melhor Ator – Comédia ou Musical por Christian Bale.

*leia aqui nossa opinião sobre “A FAVORITA”, o filme com mais indicações no Oscar.

Narrado em terceira pessoa, o longa traz um caráter irônico e até cômico para acontecimentos da vida do político, retratando-os por meio de uma linguagem informal e crítica em certos momentos. A cronologia da história é respeitada, apenas intercalando com acontecimentos futuros de modo a mostrar o verdadeiro poder do vice-presidente.

Outro fator notável e digno de apreciação é a encarnação de Dick Cheney pelo ilustre Christian Bale, atuação que lhe rendeu cinco indicações a melhor ator. Vale ressaltar que o ex-Batman não apenas mostrou novamente sua fonte inesgotável de talento, como também uma caracterização muito precisa do político.

*ouça aqui o Papo Cinefans do Oscar com as apostas de Julia.

Em meio a maquiagem muito bem feita, uma apropriação dos trejeitos que marcam Cheney e de suas falas tão características, Bale traz uma atuação impecável e esperada do ator, que já carrega um Oscar de Melhor Ator por “O Vencedor” (2010). Sem dúvida, uma presença em tela de tirar o chapéu e aplaudir de pé.

Não foi apenas a atuação de Christian Bale que marcou o longa. Grandes atores coadjuvantes foram peças ímpares na construção da narrativa, dentre eles Steve Carell (“The Office” (2005-2013)) e Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime” (2018)), ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante ano passado e agora novamente indicado por sua impecável interpretação de George W. Bush.

*leia aqui nossa opinião sobre “A Esposa” com Glenn Close, indicada a melhor atriz no Oscar.

Amy Adams (“Trapaça” (2013)) também marcou sua presença nas telonas representando uma pessoa muito importante para a ascensão de Cheney: Lynne, sua esposa. A atuação de Adams recebeu seu devido mérito e rendeu-lhe uma indicação a Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar. Embora coadjuvantes, sua presença em tela certamente é protagonista, prendendo a atenção dos espectadores com frases impactantes e encenações muito verossímeis.

As atuações grandiosas não foram os únicos chamarizes de “Vice”, que também reforça o talento do próprio diretor. Adam McKay, ganhador de Melhor Roteiro Adaptado por “A Grande Aposta” (2015), não deixou a desejar a execução do longa, rendendo-lhe uma indicação a Melhor Diretor.

A forma de colocar em película um brilhante roteiro com atores renomados transformou o filme em uma eletrizante série de acontecimentos e politicagens bem estruturadas da vida de Cheney. Assim como em “A Grande Aposta”, o diretor apresenta os fatos com agilidade e cortes que reforçam o ritmo acelerado e frenético do cotidiano das figuras representadas. Realmente viciante.

No FANZIMETRO o filme MERECEU NOTA:

4,7