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divulgação / Vitrine Filmes

“Bob Cuspe – Nós Não Gostamos De Gente”

Viagem pelos delírios do cartunista Angeli pode ser de difícil entendimento para as pessoas.
5/5
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Avaliação: 3.5 de 5.

Quem nunca na vida profissional teve um bloqueio, uma falta de criatividade ou mesmo um cansaço da rotina? O que a maioria das pessoas fazem, tiram férias, vão beber e relaxar mas se você é o Angeli, você entra num delírio muito louco com seus personagens. Essa é basicamente a história de “Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente”, uma louca viagem ao universo do cartunista.

assista “Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente” nos cinemas (respeite as regras sanitárias das salas)

Um dos pontos mais positivos da aventura é que todo feito em stop-motion, recurso utilizado em filmes como Fuga das Galinhas e Por Água Abaixo, que é um processo pouco comum por aqui mas que é fantástico e traz uma estética diferente e singular as obras. Realmente é incrível ver todos aqueles personagens como Skrotinhos, Rê Bordosa, Bob Cuspe e outros.

Bob Cuspe – Nós Não Gostamos De Gente” é uma animação stop-motion que mistura documentário, comédia e road-movie. Conta a história de Bob Cuspe, um velho punk tentando escapar de um deserto pós-apocalíptico que é na verdade um purgatório dentro da mente de seu criador, Angeli, um cartunista passando por uma crise criativa.

divulgação / Vitrine Filmes

A narrativa contada de dois pontos de vista que, na verdade são os mesmos mostram como o criador e a criatura são tão próximas que fica impossível saber onde termina um e começa o outro. E isso funciona muito bem porque mostra como o apego aos personagens ajuda Angeli no seu processo criativo.

leia a crítica de Marighella

Outra parte bem tocante na história é ver como Angeli mesmo falando, ou tentando se convencer, que todo personagem tem que morrer mas na verdade mostra o quanto apego o cartunista tem pelas suas criações e que elas são partes dele que se vão quando morrem.

Surpreendente descobrir o quanto Angeli é apegado a objetos e bugigangas porque ele sempre mostrou ser um espírito livre, desprendido das coisas materiais. Outro ponto positivo

divulgação / Vitiine Filmes

Mais um ponto positivo são as versões em bonecos das pessoas que estão na vida de Angeli inclusive o próprio. É impágavel ver o Laerte quase igual ao original dando conselhos. Realmente capricharam em toda a criação, isso é de tirar o chapéu para o diretor César Cabral que também assina o roteiro junto com Leandro Maciel.

O roteiro é um dos pontos mais interessantes para se falar do filme porque ao mesmo tempo que é criativo e razoavelmente bem construído. Do jeito que é proposto pode ser bem difícil a compreensão pelo grande público e afastá-los do filme. O que seria uma pena pois o filme é realmente bem acolhedor se você conseguir aceitar que tudo é viagem muito louca e não tentar entender os delírios de uma mente criativa.