Warner Bros. Pictures

Batman do Futuro no presente (sem spoiler)

Visão autoral e mais sombria de herói se mostra uma decisão acertada
5/5

Avaliação: 5 de 5.

Essa semana estreia nos cinemas de todo o Brasil um dos filmes mais esperados do ano, a visão do cineasta Matt Reeves (Planeta dos Macacos – A Origem) para “Batman” o novo filme do herói da DC Comics. O filme conta com Robert Pattinson como o protagonista, Zoë Kravitz, Paul Dano, Jeffrey Wright, Colin Farrell, John Turturro e Andy Serkis no elenco.

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O que mais chama atenção no filme de Reeves é a abordagem muito pessoal e diferente dos filmes do Vigilante Mascarado nos cinemas. Não chega a esse ponto mas quase parece um trama noir e como Batman está no seu início de carreira como vigilante de Gotham a violência que aparece é justificada.

Tirando as grandes diferenças e tudo mais que separa, esse Batman está muito perto do Nolan quis fazer com a sua trilogia (2005-2012) levando o herói para um mundo mais perto do nosso, sem muito apelo dos quadrinhos. Todas as situações que acontecem podem muito bem acontecer em qualquer grande metrópole.

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O elenco em si funciona muito bem inclusive o vilão, o Charada (Paul Dano) que eu tinha certas reticências mas se provou ter sido bem escalado e melhor aproveitado. O jogo de gato e rato entre ele e o Morcego é incrível e muito bem amarrado. Outros destaques, sem dúvidas, são Kravitz como Selina Kyle / Mulher-Gato e Wright como Tenente James Gordon. Fazia muito tempo que não via uma dança tão feita entre personagens, e o dois mais Pattinson fazem tudo funcionar com tão pouco esforço que vale a pena as quase três de horas de filme.

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Quem decepciona um pouco é Colin Farrell como Oswald “Oz” Cobblepot / Pinguim, talvez toda a maquiagem fizeram o bom ator ir um pouco além e ter ficado caricato demais em várias sequências. Mas incrível que nas horas mais tensas, ele entrega o que precisa. E ansioso para ver mais dele na já confirmada série.

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Quem decepciona bastante é o sempre eficiente John Turturro que interpreta o mafioso Carmine Falcone mas falta algo para ele passar o terror que o personagem precisa. Ele passa muita empatia para quem precisa passar o terror pela cidade.

Terminando sobre o elenco, Serkis tem altos e baixos como Alfred apesar se levar em conta o jeito que ele é apresentado sua interpretação faz bastante sentido.

Mais um motivo para adorar o filme são a fotografia e os efeitos visuais, tudo muito bem colocado sem exageros deixando a história e as atuações falarem mais alto. E sobre a fotografia, não importou em nada Gotham ser literalmente Nova York, mas outra vez do jeito que foi contado você compra que aquela é a cidade do Batman.

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O arco final do filme é espetacular, e bem inesperado dando aquela sensação de incerteza sobre o que esperar. Nessa eu errei, e olha que costumo acertar como as tramas se fecham. O final, claro, que fica em aberto esperando o bat-sinal para a volta de Reeves, Pattinson, Kravitz e elenco para a próxima aventura do Morcego.

O filme tem uma cena pós-créditos, bem no final mesmo. Então fique sentado esperando um pouco mais. E depois de tudo que escrevi aqui, não precisa dizer que indico ir aos cinemas assistir esse espetáculo visual. E pelo jeito, as tramas com o Batman no mundo mais real estão funcionando melhor.