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Despedida da série Unbreakable Kimmy Schmidt
Unbreakable Kimmy Schmidt

Adeus Kimmy

Uma das séries mais interessantes dos últimos anos, Kimmy Schmidt se despede e já estamos com saudade.
5/5
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Em 2015, os amantes de comédias despretensiosas e relaxantes ganharam um grande prêmio da queridinha Netflix. O site de streaming investe em mais uma de suas agora famosas produções originais, e essa foi uma de sucesso. No dia 25 de janeiro deste ano, essa grande série de comédia chega a um fim, totalizando 4 temporadas repletas de críticas sociais mescladas com humor e de personagens cativantes. Para começar bem o ano letivo, que tal uma boa dose de Unbreakable Kimmy Schmidt?

assista aqui a última e todas as temporadas de “Unbreakable Kimmy Schmidt” no Netflix.

A série de comédia narra a história de Kimmy Schmidt (Ellie Kemper), uma mulher que foi sequestrada por um lunático líder religioso e mantida em um bunker durante 15 anos com mais três outras mulheres, as chamadas Mulheres Toupeira. Assim que são encontradas e libertadas pela polícia, Kimmy decide tentar a vida em Nova York, onde conhece o icônico Titus Andromedon (Tituss Burgess), a excêntrica Lilian Kaushtupper (Carol Kane) e a socialite sem-noção Jacqueline White (Jane Krakowski).

“Unbreakable Kimmy Schmidt” – Netflix

Nessa nova investida, ela tenta compreender as mudanças que aconteceram nos últimos 15 anos, sempre sendo fisgada de volta à realidade por seus amigos. Dessa forma, Kimmy amadurece gradualmente ao lidar com situações típicas do século XXI e da vida adulta, sempre com bastante otimismo e uma certa irrealidade em suas tarefas.

Unbreakable Kimmy Schmidt (2015-2019) é uma produção de ninguém menos que Tina Fey (Saturday Night Live, 30 Rock), em parceria com Robert Carlock (Saturday Night Live, Friends, 30 Rock) e David Miner (30 Rock). Ao longo dos 5 anos de duração, a série acumula 11 indicações ao Emmy Awards, maior prêmio internacional de televisão. A produção e direção de peso reflete na própria trama sua habilidade e competência, transformando-a em uma das grandes apostas de comédia da Netflix.

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Com uma figurona como Tina Fey por trás da série, era de se esperar que Unbreakable Kimmy Schmidt fosse um grande sucesso. Ela não desapontou os fãs. Um roteiro original banhado em criatividade, abordando temáticas importantes como sexualidade, feminismo, racismo e questão de classe mesclando o leve com o reflexivo. Sem contar as piadas certas na hora certa, sem ofender os demais grupos ali representados, mas trazendo um ar de harmonia e comicidade que se encaixam tão bem no enredo. Como era de se esperar, Tina Fey não deixou a desejar nessa produção um tanto quanto diferente.

“Unbreakable Kimmy Schmidt” – Netflix

Uma produtora super capaz não é a única âncora da série, claro. Não podemos deixar de comentar sobre o elenco. Primeiro, vale ressaltar o grande trabalho de Ellie Kemper (The Office, Anjos da Lei) como a ingênua e inteligente Kimmy Schmidt, verdadeiramente trazendo para a personagem esse ar infantil e cativante, traços marcantes da personalidade da personagem. Sem dúvida, um ótimo trabalho.

Todavia, a atuação de Ellie é ressaltada e complementada pelos atores coadjuvantes que, na realidade, não são de fato coadjuvantes. Tituss Burgess (30 Rock) traz à vida o personagem mais marcante e pomposo da série, Titus Andromedon, e geralmente acaba roubando a cena com seu talento nato e sua voz alto tenor, sempre correndo atrás do sonho de cantar no Rei Leão, um renomado musical da Broadway. Vale mesmo afirmar que, em pelo menos metade das cenas, o animado Titus se faz protagonista.

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Claro que não seria correto deixar de lado as outras cativantes atrizes, cujas personagens cresceram e conquistaram tanto espaço na trama. Carol Kane (A Rua da Esperança) representa uma “verdadeira novaiorquina”, lutando contra a gentrificação de seu bairro e, em meio a isto, mostrando sua essência tão imperturbável e caricata nas mais diversas situações da série. Jane Krakowski (30 Rock) incorpora uma socialite fútil e egocêntrica que esconde sua verdadeira origem, sempre temendo ser julgada por outras pessoas da alta sociedade novaiorquina.

Esse quarteto, embora composto de personalidades tão distintas, possui uma sintonia tão característica e cooperativa, dentro do possível. Ao longo de gloriosas 4 temporadas, observamos o crescimento de todos os quatro, coletiva e separadamente, acompanhando seus altos e baixos que, no final da história, fazem parte do que cada um se tornou. A amizade desses personagens se assemelha a uma flor bela que nasce no meio do asfalto rígido: tão improvável, mas igualmente tão bonita.

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No final do mês de janeiro, Kimmy Schmidt terminou sua bela jornada no mundo caótico do século XXI, nos presenteando com um metafórico abraço no coração. Seu otimismo e sua esperança são, de fato, contagiantes. Observar sua trajetória junto a pessoas tão diferentes e, mesmo assim, tão similares, nos remete ao mundo em que vivemos hoje. Fora das narrativas do Netflix, uma narrativa só nossa. Adeus Kimmy! Muito obrigada por todos os ensinamentos, pela perseverança e, principalmente, por observar o copo meio cheio.