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(The Umbrella Academy/Netflix)

Academia de Heróis Problemáticos

Nova série de super-heróis do Netflix traz uma equipe diferente que estamos acostumados e isso não é ruim!
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The Umbrella Academy é a mais nova série de super-heróis produzida pela Netflix. É a adaptação da minissérie de quadrinhos homônima escrita por Gerard Way (ex-vocalista da banda My Chemical Romance) e ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá. A criação da dupla é uma obra vencedora do prêmio Eisner de histórias em quadrinhos e foi publicada pela Dark Horse Comics. A série adapta o primeiro volume da obra: A Suíte do Apocalipse.

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Em 1º de outubro de 1989, 43 mulheres ao redor do mundo deram a luz ao mesmo tempo, mas nenhuma delas estava grávida no início do dia. O excêntrico bilionário Sir Reginald Hargreeves (Colm Feore) toma grande interesse pelo extraordinário evento e consegue adotar sete dessas crianças recém-nascidas: Número 1/Luther Hargreeves (Tom Hooper), Número 2/Diego Hargreeves (David Castañeda), Número 3/Allison Hargreeves (Emmy Raver-Lampman), Número 4/Klaus Hargreeves (Robert Sheehan), Número 5 (Aidan Gallagher), Número 6/Ben Hargreeves (Justin H. Min) e Número 7/Vanya Hargreeves (Ellen Page).

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(“The Umbrella Academy”/Netflix)

Quando seis das sete crianças demonstram serem dotadas de habilidades super-humanas, Sir Reginald começa a treiná-las para agirem como uma equipe destinada a proteger o mundo do mal, a Umbrella Academy. Porém, 30 anos depois, a organização praticamente deixa de existir. Nesse cenário, a repentina e suspeita morte de Sir Reginald Hargreeves faz com que os irmãos se reúnam novamente para seu funeral. Além disso, eles agora têm que lidar com a ameaça do Apocalipse anunciada por Número 5, que é caçado por dois assassinos, Hazel (Cameron Britton) e Cha-Cha (Mary J. Blige), que querem o acontecimento do Apocalipse. Agora, cada um dos membros da Umbrella Academy deve superar cicatrizes e ressentimentos gerados por Sir Reginald para se unirem e, então, salvarem o mundo.

(“The Umbrella Academy”/Netflix)

Na trama, fica evidente uma ênfase maior nos conflitos dos personagens principais. Dessa forma, seus superpoderes acabam ficando em segundo plano, dando maior espaço para a humanidade dos irmãos defini-los como indivíduos. Nas atuações, as composições foram bem acertadas. Vanya é uma personagem à parte na história por ser a única dos Hargreeves que não desenvolveu poderes. Por isso, carrega o trauma por ser a irmã comum e excluída das aventuras da família, fatores que permitem o desenvolvimento de uma personalidade melancólica e solitária. Ela é o mais perto que a série chega a ter como protagonista principal e suas jornadas pessoal e familiar demonstram o quanto o seu psicológico foi afetado negativamente pela infância na Umbrella Academy. Ellen Page (“Juno”) também embarcou em seu papel. A atriz nos apresenta uma interpretação de pouco brilho, o que é coerente com a baixa autoestima da personagem.

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(“The Umbrella Academy”/Netflix)

Outras atuações também marcam a narrativa. Klaus e Número 5 constantemente roubam a cena na série com arcos recheados de drama, humor e ação. Enquanto Klaus é atormentado pelos efeitos negativos de seus superpoderes e se torna um dependente químico incorrigível que não leva nada e ninguém a sério, Número 5 transborda arrogância e sagacidade, frutos de uma vida como sobrevivente e guerreiro. Robert Sheehan (“Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”) exibe excentricidade e carisma como Klaus Hargrevees e deixa um gosto de quero mais. Aidan Gallagher (“Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”) surpreende e nos fornece uma atuação confiante e recheada de talento para um ator tão jovem.

A série sucede ao conciliar com facilidade segmentos lentos carregados de drama com momentos de humor e cenas de ação. Seu ritmo vai acelerando conforme a ameaça do Apocalipse se torna mais próxima e os personagens deixam de se isolar e passam a trabalhar em equipe. O uso de flashbacks é constante e bem feito, reforçando o contexto da infância abusiva dos personagens e, dessa forma, instigando nossa curiosidade quanto a esse período e suas aventuras do passado.

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Em aspectos mais técnicos, a série também brilha. A trilha sonora é um espetáculo à parte, com diversos momentos marcantes seja no calor da ação seja na ansiedade do drama. Os efeitos especiais e maquiagem não falham e concedem cenas e personagens memoráveis. Os figurinos e os cenários fazem justiça ao retratar tanto o mundano quanto a excentricidade dos personagens e dos diversos ambientes por onde eles passam. Como um todo, The Umbrella Academy se apresenta como uma série de super-heróis audaciosa e repleta de mistérios, trazendo entretenimento e diversão tanto para os fãs de carteirinha do gênero quanto para os apreciadores ocasionais.