divulgação / Pandora Filmes

A Roda do Destino que une e separa a todos

Diretor Hamaguchi aproveita que o destino sempre conspira de algum jeito e mostra várias facetas dos relacionamentos.
5/5

Avaliação: 4 de 5.

Mais uma estreia da semana, o filme japonês “Roda do Destino” mostra como o destino participa ativamente nas nossas decisões relacionadas aos relacionamentos. Escrito e dirigido pelo consagrado diretor Ryûsuke Hamaguchi, o filme é dividido em três curtas histórias sempre com mulheres como protagonistas.

Ganhador do Grande Prêmio do Júri, no Festival de Berlim de 2021, o filme fez sua estreia no Brasil durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

assista “Roda do Destino” nos cinemas (respeite as regras sanitárias das salas de exibição)

Hamaguchi caprichou na poesia dentro do roteiro, capturando bem todos os sentimentos que precisava para deixar Roda do Destino dramático o suficiente para provocar e afetuoso o suficiente para dar esperança.

As três tramas não tem nada em comum, não se conectam e isso é bom para a narrativa porque provoca na audiência uma mistura de sentimentos. Primeira coisa que precisa se comentar é que escolha bem feita de elenco, todos os envolvidos estão atuando em alto nível e muito difícil encontrar alguém que não te entregue o que precisa.

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Realmente é difícil dizer qual curta é o mais interessante, todos tem um charme e uma pegada diferente se conectando mesmo no tema do amor e o destino. Eu vou deixar aqui o meu favorito que foi o segundo, “Porta Bem Aberta”, não pela história porque essa é bem batida mesmo mas pelas impecáveis atuações e atmosfera que te deixa angústiado até o fim.

Sem dar spoilers demais sobre o episódio, a história conta uma jovem que provocada e induzida pelo seu amante e colega de escola a seduzir seu professor para poder chantageá-lo. Mas algo acontece e muda a vida dos três personagens.

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Os outros curtas transitam entre bons e maus sentimentos. O primeiro “Mágica (ou Algo Menos Assegurador)” fala e marca bem o ciúme e é extremamente eficaz em te apresentar esse sentimento que na maioria das vezes machuca como acontece aqui. Esse pela composição narrativa foi o que achei um tom abaixo dos demais mas bem interessante.

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O terceiro chamado “Outra Vez” é aquele que mais tocar o coração das pessoas e também é aquele que simboliza e resume mais o filme. Nele, a insegurança está presente junto com o receio do desconhecido e claro quem vence tudo isso é o amor que recebe uma ajuda do destino para juntar as personagens.

Realmente o cinema oriental está numa fase incrível e não podemos perder a chance de ver essas gemas que estão chegando aqui no Brasil. Recomendo assistir Roda do Destino para aquecer o seu coração e trazer mais esperanças nesses dias turbulentos.